Esquema do Pros no DF se repetiu em estados

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CB.Poder
Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

Reveladas pelo Correio em fevereiro, as suspeitas de superfaturamento nas prestações de contas de diversos concorrentes do Pros a deputado distrital, nas eleições de 2018, repetiu-se em estados como São Paulo e Goiás. No Distrito Federal, o partido diz ter investido R$ 5,7 milhões com os materiais gráficos de campanha de 33 concorrentes a uma vaga na Câmara Legislativa que não chegaram a mil votos cada. Para concretizar os desvios, a sigla teria utilizado uma brecha na legislação eleitoral, que dispensa a apresentação de comprovantes e recibos na transferência de valores em material de campanha. Esse tipo de transferência é chamado de baixa de recursos estimáveis. O caso é investigado pela Justiça Eleitoral e foi alvo de operação da Polícia Federal. A legenda nega irregularidades.

Muita fartura, poucos votos

Nas campanhas nos estados, assim como no DF, a sigla também é suspeita de inflar os números do material gráfico repassado aos candidatos. Em Goiás, chama a atenção o caso de uma concorrente a deputada estadual que recebeu R$ 217 mil do partido em peças de propaganda. A prestação de contas mostra, por exemplo, que a concorrente contou com 1 milhão de santinhos. Apesar disso, conquistou somente 103 votos.

Candidata notória

As suspeitas em relação às prestações de contas do Pros não se limitam aos candidatos de menor visibilidade. Em São Paulo, há transações similares às que geraram investigação no DF na prestação de contas de Patricia Lelis, famosa pelas polêmicas envolvendo os deputados federais Marco Feliciano (PSC) e Eduardo Bolsonaro (PSL). Candidata a deputada federal, Lelis recebeu R$ 173 mil da legenda em recursos estimáveis. Do total, R$ 137 mil teriam sido usados para a compra de 186 mil adesivos. Ela obteve 1.605 votos. Todo o material supostamente repassado aos candidatos era impresso na gráfica do partido.

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