Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha inicia instalação da membrana da cobertura

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Película foi dividida em 48 módulos. O primeiro já está posicionado no topo da cobertura

 

Teve início nesta quarta-feira (20) a instalação da membrana da cobertura do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.  Os 90 mil m² de material serão divididos em duas camadas: uma superior e outra inferior, como uma espécie de forro. A película principal já está sendo instalada no topo da cobertura, repartida em 48 módulos. O primeiro já está posicionado.

 

A montagem da lona está sendo realizada por duas equipes, com cerca de 100 operários. A previsão é que a cobertura seja concluída até o fim de março.

 

A cobertura é uma das inovações tecnológicas da obra. Funcionando como sistema de “roda de bicicleta invertida”, ela é composta por uma estrutura tensionada com cabos e treliças metálicas revestida por uma membrana que cobrirá todos os cerca de 71 mil assentos do estádio.

 

Com propriedades especiais, a membrana é autolimpante. Ela é revestida de PTFE (politetrafluoretileno) com TiO2 (dióxido de titânio) – uma combinação de fibra de vidro (material base) revestido de PTFE com propriedades fotocatalíticas.

 

“Isso significa que, quando a membrana entrar em contato com o sol, ocorrerá a decomposição da sujeira Ela é capaz de capturar a poluição de mil carros por dia. A membrana é autolimpante, não pega fogo e reflete os raios ultravioleta. Ela é um ingrediente a mais em toda a sustentabilidade aplicada no Estádio Nacional”, explicou o secretário Extraordinário da Copa, Claudio Monteiro.

 

Atualmente, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha está com 89% das obras concluídas. A construção segue em ritmo acelerado e cumpre o cronograma estabelecido pela FIFA para sua inauguração em 21 de abril, data do aniversário de Brasília. A Ecoarena será palco, em 15 de junho, da abertura da Copa das Confederações da FIFA 2013 e receberá o número máximo de jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014, sete ao todo.

 

Propriedades da membrana – Desenvolvida no Japão, a técnica de utilização do dióxido de titânio libera moléculas de dióxido de oxigênio quando a membrana é exposta ao sol – o processo chama-se fotocatálise. Essas moléculas dissolvem a poeira e o produto é varrido pelas águas da chuva. Com isso, até mesmo a sujeira acumulada durante o período da seca será removida já nas primeiras chuvas.

 

A cobertura branca também irá liberar a passagem de iluminação natural e refletir os raios solares, o que reduzirá o calor interno e a necessidade do uso de ar-condicionado ou outro tipo de ventilação artificial.

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