Ex-assessor se torna delator e fala sobre iate de Sérgio Cabral

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Em delação premiada, Paulo Magalhães, apontado como ‘laranja’, diz que lancha era do ex-governador; filhos de secretário José Beltrame usaram embarcação

Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves é um homem bem relacionado. Vivia em boas festas, cercado de milionários (como ele) da elite carioca e sempre teve fama de prestativo. E apesar de ser um empresário com sociedade em pelo menos uma dezena de empresas, há mais de uma década vive sob a alcunha de  Paulinho, uma espécie de assessor do então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Desde a deflagração da Operação Calicute, da Polícia Federal, em outubro do ano passado, sabe-se que Magalhães Pinto havia se transformado, na verdade, em um dos muitos ‘laranjas’ usados para esconder, segundo os investigadores, a montanha de propina que seu amigo desviara dos cofres públicos. Nessa relação – que também o levou para a cadeia -, nada simboliza tanto essa maquiagem quanto a imponente lancha Manhattan, apreendida pela Polícia Federal.

Avaliado em 5,3 milhões de reais, o iate de 80 pés estava registrado em nome de uma das empresas de Magalhães Pinto, a MPG Participações, e ficava ancorado no Condomínio Portobello, justamente onde Cabral tem uma mansão e o empresário, não. Após mais de dois meses de cárcere em Bangu 8, Paulinho cansou de esconder. Conforme revelou a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, o empresário negociou o acordo de delação premiada e começou a contar os meandros dessa (e outras) transações.

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