Ex-assessora teve ligações com Lula gravadas pela PF

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Jornal Metro

Durante o tempo em que investigou a ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, por corrupção e tráfico de influência, a Polícia Federal registrou, com autorização judicial, 122 ligações entre ela e o ex-presidente Lula. Lula já havia deixado o cargo quando os telefonemas foram grampeados. As ligações, em média uma a cada 5 dias, foram gravadas entre março de 2011 e outubro deste ano.

Não há informações sobre o teor das ligações, mas a informação preocupou o Planalto, que teme que a possível divulgação dos áudios possa expor Lula a constrangimentos, pois Rose, já demitida por Dilma Rousseff, foi uma assessora muito próxima ao ex-presidente. Ela foi indiciada pela PF na última sexta-feira e teve a casa, em São Paulo, revistada em busca de provas.

No momento em que os agentes estavam na residência, segundo a “Folha de S.Paulo”, Rosemary ligou para o ex-ministro José Dirceu, de quem foi assessora direta por 12 anos. Dirceu teria dito que não poderia fazer nada.

O indiciamento do número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda Alves, pode respingar no chefe do órgão, Luís Inácio Adams. Ele já foi chamado pela presidente Dilma Roussef e foi cobrado por ela a se explicar perante a sociedade. Adams garantiu desconhecer qualquer tipo de irregularidade na conduta de Alves.

Lista de pedidos ia de plástica a cruzeiro

As investigações da Polícia Federal revelaram que Rosemary Novoa tinha uma lista inusitada de pedidos para intermediar os encontros entre funcionários da administração federal e integrantes da organização criminosa que fraudava pareceres técnicos.

Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, a ex-chefe do gabinete da presidência da República exigia o pagamento de plásticas, c ruzeiro com duplas sertanejas e convites para o camarote do Carnaval no Rio. Segundo as gravações, a viagem no navio de cruzeiro aconteceu em 2010. O navio saiu de Santos e passou por Ilhabela e Ilha Grande. A cabine custava R$ 2,5 mil.

Policiais que participaram da operação Porto Seguro classificaram como “chinelagem” a lista de exigências. O termo é usado pelos agentes para destacar que os pedidos eram bregas.As escutas ainda revelaram que pessoas indicadas pela ex-chefe criticavam sua ganância. Entre elas estão os irmãos Paulo Rodrigues Vieira e Rubens Carlos Vieira. Os dois foram indicados por Rosemary para as diretorias da ANA e da Anac, respectivamente.

 

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