Ex-mulher acusa deputado Arthur Lira de ficar rico com dinheiro de propina

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Segundo a revista VEJA, o  deputado Arthur Lira era soldado do chamado Centrão de Eduardo Cunha, aquele grupo suprapartidário especializado em negociar apoio ao governo em troca de cargos e emendas. No terceiro mandato consecutivo na Câmara, ocupa o cargo de líder do Progressistas e já figura entre os pré-­candidatos à sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Casa. A eleição será em fevereiro de 2021.Até lá, Lira, além de garimpar votos dos colegas, terá de superar obstáculos na Justiça.
O deputado é réu em dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF) — um por corrupção passiva, acusado de embolsar 106 000 reais em propina, e o outro por participação no chamado “quadrilhão do PP”, partido que tem o maior número de políticos investigados na Lava-Jato e foi rebatizado de Progressistas. Não bastassem essas pendências, Lira enfrenta denúncias em série de sua ex-mulher, que o acusa de ter um patrimônio oculto de pelo menos 40 milhões de reais, amealhado graças a desvio de recursos públicos.
Casada com Lira entre 1997 e 2007, Jullyene Lins disse a VEJA que o parlamentar começou a coletar propina quando era deputado estadual em Alagoas(veja a entrevista). Quando os dois ainda moravam juntos, no apartamento do casal Lira recebia remessas mensais de dinheiro em espécie, que iam de 500 000 a 1 milhão de reais. Em um dia ruim, a entrega era de 30 000 reais. “O dinheiro chegava lá em casa em malotes.

Ele escondia lá (no apartamento), escondia nas fazendas, escondia em todo canto”, disse Jullyene. “Eu contava, eu conferia, eu lacrava. Eu distribuía para vereadores quando era na campanha. Ele mandava: ‘Faça tantos envelopes de tanto, de tal valor’.”

Em 2018, Lira declarou à Justiça ter um patrimônio de 1,7 milhão de reais. Segundo sua ex-mulher, o montante é de 40 milhões de reais se forem considerados bens registrados em nome de terceiros. Por meio de laranjas, o deputado seria dono de criação de gado e de cavalos de raça, de empresas de factoring e de empreendimentos imobiliários.

“Ele tem sete apartamentos num edifício em Maceió que na declaração do imposto de renda ele informa como terreno”, afirmou.

Confira na revista VEJA de 11 de dezembro de 2019, edição nº 2664 semana.

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