Exercício da profissão de jornalista em manifestações requer atenção redobrada

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Profissionais da comunicação que sofreram agressões durante a onda de
protestos devem solicitar a abertura da CAT, segundo Dr. Antonio
Negrão Costa, médico especialista em Saúde Ocupacional da MultiLife 

Os jornalistas agredidos durante as manifestações pelo Brasil têm direito a abertura da CAT (Comunicação por Acidente de Trabalho), e ao gozo da estabilidade acidentária a partir do 16º dia de afastamento. Para o Dr. Antonio Negrão Costa, médico especialista em Saúde Ocupacional da clínica MultiLife, os profissionais que estavam no exercício da profissão, atingidos por pedras e balas de borracha, devem ter atenção médica até à recuperação completa das lesões.Dr. Antonio Negrão explica que os jornalistas estão mais expostos a esses tipos de acidentes. Nos últimos dias, os casos se tornaram críticos em razão da cobertura dos protestos pelas cidades brasileiras. Foram registrados vários como o repórter da CBN, Flávio Botelho; o ex-âncora da TV Centro América, Fábio Menegatti; a repórter da TV Bandeirante, Rita Lisauskas; o repórter da Agência Brasil, Vladimir Platonow; e o caso mais polêmico foi da jornalista da Folha de São Paulo, Giuliana Vallone, que recebeu um tiro de borracha no olho; foram agredidos por policiais.

Conforme o Artigo 2º da Lei nº 6367/76, “acidente do trabalho é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho’’. O Artigo 19 declara que: ‘’os litígios relativos a acidentes de trabalho serão apreciados na esfera administrativa e na via judicial’’. Para o especialista, todas as empresas precisam ficar atentas à abertura da CAT, sobretudo o funcionário que tem esse direito garantido por lei. “Se o comunicado não for aberto pela empresa, ou se a empresa recusar, o empregado pode procurar o sindicato da classe’’, alerta Dr. Antonio Negrão.

Outra informação para a classe é que com a abertura da CAT, o profissional fica protegido contra as seqüelas da agressão. “O spray é uma substância tóxica para as pessoas alérgicas e cardíacas. Isso porque ele obstrui a passagem de ar, causando insuficiência respiratória, e até choque anafilático, que leva à morte. O indivíduo pode ter problemas na visão e intensificar as crises de asma, caso já sofra com o problema’’, compartilha o médico. Por isso, é importante a abertura do comunicado para evitar uma demissão por inaptidão ao trabalho posteriormente.

Nesse contexto, Dr. Antonio Negrão diz que a fiscalização tem um papel fundamental de educar e orientar o empregador. Vale lembrar que o acidente precisa ser devidamente comprovado.

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