FÁCIL: IRREGULARIDADES NOS CADASTROS

4
8

Do Jornal de Brasília:

Investigação revela duplicidade e irregularidades nos cadastros dos estudantes na Fácil

Ana Paula Andreolla

Acaba de chegar ao Tribunal de Contas do Distrito Federal o resultado da auditoria finalizada em dezembro pela então Corregedoria-Geral  (atual Secretaria de Transparência) sobre o serviço prestado pela empresa Fácil, que administra o passe livre de mais de 160 mil estudantes brasilienses. O resultado, por incrível que pareça, não surpreende. Várias irregularidades foram constatadas.

Desde o fato de a empresa ser gerida pelos empresários do setor até um cadastro de beneficiários inchado com estudantes que nem mais estudam, que usufruem do benefício em linhas que passam bem longe de suas escolas e que já são atendidos pelo metrô. Além disso, segundo o relatório, com dinheiro público a Fácil teria comprado vários equipamentos eletrônicos. Essas despesas, de acordo com o documento, devem ser feitas com recursos da empresa e não com o repasse efetuado pelo GDF.

A Fácil Brasília Transporte Integrado é administrada pelo setor privado, mais especificamente empresários que integram o Sistema de Transporte Público Coletivo do DF (STPC), representados por Wagner Canhedo Azevedo Filho, Eduardo Queiroz Alves e Victor Berthonico Foresti. Segundo o controlador-chefe da Secretaria de Transparência do DF, Maurílio de Freitas, o contrato firmado entre o GDF e a Fácil, legalmente falando, nunca deveria ter existido. “Há aí um conflito de interesses. Os empresários têm interesse de rechear a quantidade de cadastros, e por esse e outros motivos, eles, pela lei, não seriam as pessoas indicadas para controlar e administrar a gestão da Fácil”, informou Freitas.

Freitas também denuncia que o contrato ilegal é apenas uma das tantas irregularidades que foram identificadas na empresa. Segundo ele, para rechear o número de beneficiados no passe livre estudantil, por exemplo, a empresa também estaria cadastrando estudantes em linhas que não atendem à rota da instituição de ensino e até inserindo no programa pessoas que não são mais estudantes. “Além disso, eles não repassavam as informações dos cadastros para ninguém. Nem para o GDF e nem para outros tipos de transporte público, como o metrô”, informa Freitas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui