FAZER OPOSIÇÃO

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Por Alberto Fraga

Presidente do Democratas no Distrito Federal,  assumi a presidência do Democratas do Distrito Federal, um partido que faz oposição ao Governo do Distrito Federal, por decisão programática, ideológica e política. Cumprindo o meu papel de presidente de um Partido de Oposição tenho feito críticas ao desempenho do Governo do Distrito Federal – GDF, as mesmas que a grande maioria da população também faz.

Logo que as críticas começam a ser veiculadas passei a receber uma série de ameaças veladas, e outras explícitas, próprias de um partido que, quando está na oposição desfere as críticas contundentes e irresponsáveis, e quando está no poder julga-se hegemônico e não admite ser criticado.

O que tenho dito, e repito aqui, é que o desempenho do governo é pífio, e a cidade ressente-se desse imobilismo. Obras paradas, projetos como o da Escola Integral, das Vilas Olímpicas e das Bolsas Universitárias Interrompidos.

Muito bem, Essas críticas começaram a ser veiculadas e sou intimado a comparecer a uma Delegacia de Polícia, onde o sr. delegado Flamarion, de conhecidas relações com o PT, faz longos interrogatórios e abre inquérito de coloração partidária, de clara perseguição política, como nos regimes autoritários. Antes, passa as informações, que a lei determina reservadas, para a imprensa, e depois faz indiciamentos em todas as direções, dentro do jogo político do Governo.

O GDF nunca, em nenhum governo, usou a sua polícia para perseguições políticas, nem mesmo quando o PT foi governo, com Cristovam Buarque. E devo lembrá-los também que, fui  deputado federal e que por 8 (oito) anos fiz oposição ao presidente Lula e nunca fui perseguido ou recebi qualquer tipo de intimidação, por parte de qualquer órgão do Governo Federal.

Creiam que estou indiciado porque, como secretário de Transporte, não autorizei nenhum aumento de tarifa em mais de três anos e ainda exigi a renovação da frota. Foram mais de 2 mil ônibus 0 km colocados em operação. Fiz as primeiras licitações para 600 ônibus novos e tirei das ruas mais de 5 mil vans piratas.

Pois o sr. delegado Flamarion, que de uma hora para outra tornou-se especialista em transporte, conseguiu pegar uma denúncia de conhecido dono de vans piratas e transformar num inquérito contra mim.

Depois, pediu que a minha casa fosse invadida, numa operação ensaiada de busca e apreensão, com o objetivo claro de me constranger e amedrontar. Não me conhecem. Não sou homem de ter medo de bravatas. Enfrento a luta de peito aberto. Só não vão achar covardia.

O governador Agnelo é o líder de um governo imobilizado com a máquina pública tomada de assalto pela politicagem e, eu cumprir o meu papel, doa a quem doer. Avisei que ele ou aumentaria a passagem de ônibus ou iria transferir dinheiro do Tesouro para as empresas de ônibus.

Mas, sinceramente, nem eu mesmo imaginei que teria a coragem de doar mais de R$ 100 milhões anuais para as empresas, sem licitação, depois de ter criado um falso clima de conflito entre o Sindicato dos Rodoviários e os patrões, tudo combinado para que ninguém reagisse a uma decisão que não se sustenta.

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