FILIPPELLI DIZ QUE PT INFLA A TERCEIRA VIA

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DA COLUNA ALTO DA TORRE – JORNAL DE BRASÍLIA
Filippelli diz que PT infla a terceira via

 Presidente regional do PMDB, o deputado Tadeu Filippelli acredita que o próprio PT está impulsionando a formação de uma terceira via na sucessão brasiliense. Em um determinado momento, diz ele, o PT do Distrito Federal mostrou equilíbrio, maturidade e interesse em reproduzir uma coalizão ampla. Não mais. Em um processo que demonstra falta de liderança, o partido permitiu constrangimentos de eventuais aliados. Foi o caso, ontem, do PP de Benedito Domingos, humilhado pelos petistas. É também o que ocorre com o próprio PMDB
de Filippelli, rejeitado para a vice do candidato a governador Agnelo Queiroz sem sequer ter pleitado o cargo. Tudo isso quando o PMDB tem o maior tempo de televisão e a maior estrutura no Distrito Federal.

CHAPA QUE ENCOLHE

Enquanto o PT complica suas alianças, o ex-governador Joaquim Roriz assegura sua candidatura e aos poucos viabiliza a ampliação de seu arco de alianças. Para Filippelli, ao promoverem sua composição, os petistas mostram um processo confuso, complicado, que expele eventuais
aliados. “Isso estreitaria a coligação, repetindo o que ocorreu com Arlete Sampaio em 2006, quando o PT amargou um terceiro lugar para governador, elegendo só um deputado federal e quatro distritais”, resume.

COLIGAÇÕES DIFERENTES, CÁ E LÁ

Filippelli lembra que, historicamente, as alianças no Distrito Federal não costumam reproduzir as coligações federais. Foi assim antes de Lula e tudo indica que continuará dessa forma. O Planalto conseguiu compor uma frente que, além dos partidos comprometidos com o PT a nível local, inclui PMDB, PR, PP, PV e PTB, além de outros menos votados. Hoje, a maioria desses partidos está sendo, diz, empurrada para a terceira via. Dada a dimensão das legendas, Filippelli prefere até chamá-la de “principal bloco”.

ORFANDADE OPOSICIONISTA

De quebra, o deputado acredita que o eventual “principal bloco” contará com o trunfo de oferecer uma opção aos partidos oposicionistas a nível federal, como DEM, PSDB e PPS. Tanto o DEM como o PPS estão hoje virtualmente órfãos no Distrito Federal.

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