FILIPPELLI ENFRENTA PRESSÃO

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Deu no Correio Braziliense deste domingo (17):

Com vários integrantes da executiva regional citados ou investigados na Operação Caixa de Pandora, o PMDB tenta encontrar um caminho nas próximas eleições. A direção nacional da legenda tem pressionado o deputado Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB, a dar uma resposta à opinião pública pelo desgaste provocado pela crise que abateu três deputados distritais, um candidato a deputado federal e dois integrantes da executiva local. Filippelli, no entanto, resiste a entregar na bandeja a cabeça de aliados no Distrito Federal.

Ao Correio, ele disse que pediu a seu advogado, Herman Barbosa, que acompanhe todos os passos da investigação contra os peemedebistas. Caso haja evidências inconstestáveis da participação de algum filiado, um processo disciplinar será aberto. “Cobram-me um julgamento político. Mas se eu levar em conta apenas a opinião pública, não há julgamento. Prefiro adotar a cautela e pedir a punição caso haja provas”, declarou. Maior partido do DF, com 25 mil filiados, o PMDB tem planos nacionais de integrar a chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Aliado de Filippelli, o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), é um dos que exige resultado.

A pressão não parte apenas dele. Aliada do ex-governador Joaquim Roriz, a deputada Íris de Araújo — que preside o PMDB e era favorável a uma intervenção nacional contra Filippelli, na discussão ocorrida em setembro — também tem reclamado da falta de uma posição firme. O presidente regional do PMDB também tem sido cobrado por aliados que começam a ver crescer a chance de o partido sair da posição de coadjuvante e lançar candidato próprio ao Executivo.

Filippelli não fala abertamente sobre o assunto. Mas no PMDB a avaliação é de que, no mínimo, a legenda poderá ser o fiel da balança numa disputa entre Roriz e Agnelo Queiroz, candidato petista ao Executivo. Existem negociações para manter PT e PMDB numa mesma chapa, tendo Filippelli como vice do PT. Mas as exigências petistas têm sido altas. O grupo de Agnelo não aceita Eurides Brito como candidata e o deputado Geraldo Magela (PT-DF), provável concorrente ao Senado, declarou na semana passada que não aceitará concorrer ao lado de investigados na Operação Caixa de Pandora. “Não aceito esse tipo de imposição do PT”, reclama Filippelli.

Entre os possíveis nomes para a disputa ao GDF estão o do ex-presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) Rogério Rosso e o ex-presidente da Novacap Luiz Carlos Pietschmann, braço direito de Filippelli, além do próprio presidente do PMDB-DF. Com o vice-governador Paulo Octávio (DEM) fora da disputa pelo GDF, conforme antecipou ontem a coluna Brasília-DF, peemedebistas sonham com o espólio eleitoral do DEM.

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