“Foi uma inovação esdrúxula”, diz Reginaldo Veras, sobre adiamento de processos de cassação da Drácon

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“Achamos um equívoco, até porque o dispositivo do sobrestamento não consta no regimento interno.”
Por Helena Mader-CB.Poder/Tv Brasília –

O deputado distrital Reginaldo Veras (PDT), novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa, foi o entrevistado da semana no programa CB.Poder. Durante a conversa, transmitida ao vivo pela TV Brasília, o parlamentar falou sobre a expectativa na Casa pelo julgamento da denúncia da Operação Drácon, marcado para a próxima terça-feira (21/03).

 

Para Reginaldo, a decisão da Mesa Diretora de sobrestar os processos de cassação até que haja um desfecho na Justiça das acusações “foi uma inovação esdrúxula”. “O bloco do qual faço parte, o Sustentabilidade e Trabalho, composto por mim, Chico Leite, Claudio Abrantes e Joe Valle, tem posição firmada: somos contra o sobrestamento. Chegamos até a pedir que os deputados se afastassem temporariamente dos mandatos para que pudessem preparar a defesa, o que não foi levado a sério”, comentou o distrital do PDT.

 

“Achamos um equívoco, até porque o dispositivo do sobrestamento não consta no regimento interno. Foi uma inovação esdrúxula feita pela Mesa Diretora que estava no comando da Casa”. O deputado, entretanto, diz que ainda não é possível apontar a culpa dos colegas acusados. “Não é querendo ser corporativista. Mas não podemos ser levianos de dizer que o colega fez ou não fez. Temos que ter acesso completo aos autos”. Para Reginaldo Veras, a denúncia contra os distritais acusados de envolvimento na Operação Drácon deve ser aceita pelo Conselho Especial. “Considerando a situação em que a gente vive e considerando a forte pressão da população e dos elementos probatórios apresentados até o momento, eu creio que a Justiça aceitará a denúncia”.