GDF promete quitar dívidas deixadas por Agnelo

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A previsão é de que o dinheiro só entre na conta das empresas no ano que vem. E com desconto.
Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br
doyleO Governo do Distrito Federal promete pagar as dívidas deixadas pelo ex-governador Agnelo Queiroz com os fornecedores, mas um cronograma que definirá os pagamentos deve ser sair somente no segundo semestre. Antes disso, não há possibilidade de quitar os contratos. A previsão é de que o dinheiro só entre na conta das empresas no ano que vem. E com desconto.

Na semana passada, o governador Rodrigo Rollemberg garantiu a empresários que a dívida será reconhecida e paga. “Mas nós temos que estudá-la, ver as condições financeiras, estabelecer negociações em torno de cada contrato e elaborar um cronograma de pagamento, para que todos estejam seguros, não só a respeito de que vão receber, como também de quando vão receber”, disse o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, reproduzindo o texto do governador.

O secretário acrescentou, ainda, que, conforme Rollemberg, a dívida não será negociada por fora. “Esta dívida está sendo tratada institucionalmente pelo governo”, completou, com as palavras do socialista.

Ano que vem

Segundo a Secretaria da Fazenda, neste encontro, os fornecedores foram ouvidos e o que ficou acertado foi que uma nova reunião deve ser realizada em meados de julho, para uma nova conversa e a possível apresentação do calendário de pagamento dos atrasados a partir do próximo ano.

“Para pagar, tem que ter dinheiro”, disse Hélio Doyle, na sexta-feira passada, no Tribunal de Contas do DF. “O cronograma é importante porque vai levar em conta o fluxo de caixa, a arrecadação, a expectativa de receita”, disse.

Cada pasta fez um levantamento das dívidas deixadas por Agnelo Queiroz e repassou ao Comitê de Governança, segundo a Secretaria de Planejamento, “para fins de revisão orçamentária e financeira do ano de 2015”.

A partir do reconhecimento das dívidas, que será feito por cada órgão, um cronograma de pagamento será estabelecido. “A Secretaria da Fazenda está calculando que, de junho para julho, tenha condições de estabelecer o cronograma”, explicou Hélio Doyle.

Cada pasta também é responsável por negociar cada contrato. Um decreto publicado no dia 2 de janeiro por Rollemberg estabelece que o governo deverá “buscar a redução de 25% do montante global dos contratos”.

“O que for legal será reconhecido e publicado no Diário Oficial do DF. A partir daí, cada contratante vai conversar com os contratados, em termos de redução de custos. Depois disso, vai ser feito um cronograma de pagamento”, disse o secretário. Segundo ele, o governo buscará reduzir “pelo menos 20%” dos valores.

Superfaturamento

O secretário da Casa Civil disse ainda que, embora não se consiga provar, há indícios de superfaturamento em alguns contratos, que estão sob investigação. “Mas isso acabou”, garantiu Hélio Doyle.

Fonte:  Jornal de Brasília

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