Generais e Bolsonaro são alvos de operação da PF

Na manhã desta quinta-feira (8), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tempus Veritatisas que mirou o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Braga Netto (Casa Civil), que foi vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o ex-ministro da Defesa, o general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, também são alvos.

Dois ex-assessores de Bolsonaro foram presos: Filipe Martins, assessor para Assuntos Internacionais da Presidência e o ex-ajudante de ordens coronel Marcelo Câmara.

No total, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e outras 48 medidas cautelares, incluindo proibição de contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

Os mandados estão sendo cumpridos nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Opositores do governo lulista tem sido duramente atacados desde 2023, quando a esquerda retornou ao poder. Bolsonaro afirmou que não é medo o que sente em relação a ser preso.

“Hoje em dia não é medo. Hoje tudo pode acontecer com qualquer pessoa no Brasil. Em nome de salvar a democracia estão fazendo barbaridades.”, disse.

O ex-presidente também questiona como teria acontecido uma tentativa de golpe “sem que um soldado fosse movimentado e fala da “coincidência” de a operação acontecer dias depois de uma superlive feita com os filhos e da agenda da última quarta-feira, em que ele foi cercado por uma multidão  em São Sebastião (RJ).

Brasília ferve!!!

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