Glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível do mundo

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No Brasil há um milhão de pessoas com a doença, mas 80% delas só procuram o oftalmologista quando já apresentam alterações na visão

Glaucoma é uma doença crônica, silenciosa e que não tem cura, mas que na maioria das vezes pode ser controlada com tratamento. De acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), 80% das pessoas que têm a doença só buscam o oftalmologista após perceberem alterações como perda de visão, olhos vermelhos, desconforto e embaçamento. Segundo o especialista em glaucoma Roberto Alencar, do Oftalmed – Hospital da Visão, se o mal for tratado adequadamente, o paciente terá a doença estabilizada, evitando, assim, a cegueira irreversível, mas falta informação.

A pesquisa também apontou que só no Brasil há cerca de um milhão de pessoas com a doença. O levantamento revela que a maioria dos indivíduos chega ao consultório com a visão bem afetada e alto impacto na qualidade de vida, deixando de desenvolver atividades que antes eram comuns e independentes.

Os fatores de risco da doença são: histórico familiar, pressão intraocular elevada, idade acima de 50 anos, diabetes, uso prolongado de corticóides, presença de lesões oculares e descendência negra. Só o diagnóstico precoce pode controlar o glaucoma e evitar a cegueira. “O tratamento muitas vezes é simples, à base de colírios, mas atividades físicas e boa alimentação também ajudam. Em alguns casos é possível fazer intervenções cirúrgicas para tratar o problema”, ressalta.

Para o especialista Dr. Alencar, é imprescindível conscientizar a população da importância da detecção do glaucoma ainda no estágio inicial. “A alteração da pressão intraocular, um dos indicativos para detecção da doença, é aferida nos exames de rotina  quando a pessoas vão ao oftalmologista.  Mas infelizmente grande parte da população não vai não se consulta, uma pesquisa, também, da Sociedade Brasileira de Glaucoma constatou que 36% dos brasileiros adultos nunca foram ao oftalmologista”, conta.

O oftalmologista recomenda que as pessoas devam visitar o médico ao menos uma vez por ano para fazer exames de rotina, assim muitas doenças podem ser evitadas. “Mas a desinformação faz com que as pessoas só procurem o médico quando já apresentam uma queda na qualidade e na quantidade de visão”, completa o especialista.

 

Entenda o glaucoma

O que é? Doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Existem diferentes formas de glaucoma, com diversas origens o mais comum é o simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos. É causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intraocular.

 

Pacientes de Risco –Negros que têm maior propensão a desenvolver pressão alta, pessoas com mais de 40 anos e os portadores de diabetes. Hereditariedade também é determinante, pois cerca de 6% das pessoas com glaucoma já tiveram outro caso na família.

 

Sintomas – Glaucoma é uma doença assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas e compromete primeiro a visão periférica. Depois, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular. Sem tratamento, o paciente fica cego.

 

Diagnóstico – É feito exclusivamente por um oftalmologista que irá medir a pressão intraocular com um tonômetro e as alterações no nervo ótico, perceptíveis no exame de fundo de olho. Outros fatores podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

 

Danos – A pessoa pode ficar cega em horas ou dias em crises de glaucoma agudo. Nesses casos o olho pode ficar vermelho e a visão embaçada com a pressão intraocular muito elevada. Já o glaucoma crônico simples, pode levar anos para que se perca a visão, mas isso vai variar de acordo com a rapidez da evolução da pressão e do quão lesionado foi o nervo óptico.

 

Tratamento – O tratamento clínico inicial é feito com colírios que baixam a pressão intraocular. Existem drogas por via oral que são usadas em casos emergenciais. A terapia com laser é indicada quando o tratamento com colírio não é capaz de conter os níveis elevados de pressão. O procedimento cirúrgico também vem oferecendo resultados satisfatórios, inclusive com implantes de microdispositivos no olho.

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