GRUPO DOS 14 VOLTA À ATIVIDADE

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Marina Marquez, Jornal de Brasília

A insatisfação dos deputados distritais da base governista fez ressurgir, na última semana, o já conhecido Grupo dos 14.Com o pretexto de cantar os parabéns para o deputado Olair Francisco (PTdoB), dez dos 14 descontentes reuniram-se e traçaram estratégias para se fortalecer novamente. Eles não devem ficar só no atual número de parlamentares. O blocão já beira 16 deputados.

O descontentamento dos parlamentares com o Executivo é antigo, tanto quanto o grupo, criado para a eleição da Mesa Diretora, no início do ano. De lá para cá, a lista de reclamações não para de crescer. A principal queixa é a dificuldade de comunicação com o governo. Quatro interlocutores fazem a ponte com o governador Agnelo Queiroz (PT), mas o esforço não tem sido eficiente. Quando precisam de algo, podem procurar o secretário de Assuntos Parlamentares, Wilmar Lacerda (PT), o líder de governo, Wasny de Roure (PT), o secretário de Governo, Paulo Tadeu (PT), e até o presidente da Casa, Patrício (PT). “O problema são as promessas que nunca são cumpridas”, afirma um governista, que não quis se identificar.

Os deputados também alegam tratamento diferenciado na base aliada. Ele afirma que os distritais do PT são sempre considerados “mais base” que os outros. Além disso, o governo não tem disfarçado que já prepara os diretórios regionais para as eleições de 2014, onde pretende eleger uma base ampla de petistas.

LINHA DIRETA Para completar o rosário de reclamações, os governistas continuam com problema para nomear seus indicados para o governo. O espaço prometido por Agnelo, segundo eles, está longe de existir. “O fortalecimento do Grupo dos 14 é uma coisa natural. A insatisfação nunca acabou”, avisa um distrital próximo ao governo. Ele diz que o último encontro é resultado do descontentamento com a atuação do presidente da Casa, Patrício (PT), como interlocutor. “Apostamos todas as fichas no Patrício e não deu em nada”, afirma.

Patrício reconhece e defende-se: “Assumo minha culpa, mas cada um tem a sua. Os deputados precisam fazer política na hora de reivindicar o que querem. Reclamam, mas aprovam todos os projetos do governo”. Ele quer linha direta com Agnelo: “O governador poderia separar um dia na agenda para essa linha com os parlamentares.

Fonte: Jornal de Brasília

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