HOSPFAR, LEONARDO PRUDENTE, SECRETARIA DE SAÚDE DO DF E CONTRATOS SOB SUSPEITA

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Arruda, Augusto, Cheque Relatório da Controladoria Geral da União levantou suspeitas sobre os contratos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal no ano de 2009, quando a pasta estava sob o comando de Augusto Carvalho, político que sempre jactou ser o paladino da moralidade e da transparência. O relatório da CGU, no entanto, não traçou a ligação entre a Hospfar e o Leonardo Prudente, político que se notabilizou por participar da famosa e degradante “oração da propina”.

A fiscalização da CGU revelou que as duas empresas que mais forneceram medicamentos ao GDF em 2009 foram a Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares Ltda e a Medcomerce Comércio de Medicamentos e Produtos Hospitalares Ltda (R$ 190,8 milhões e R$ 82,3 milhões, respectivamente).

A  CGU constatou a existência de vínculos familiares e societários entre os proprietários da Hospfar e da Medcomerce com a Milênio Produtos Hospitalares Ltda (a 5ª maior fornecedora de medicamentos ao GDF no período), bem como dessas três com a Linknet, esta última citada no inquérito policial vinculado à Operação Caixa de Pandora. Veja mais sobre a Hospfar AQUI.

O relatório da CGU, no entanto, não tratou da relação da Hospfar com Leonardo Prudente, ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, um dos principais responsáveis pelo sepultamento da CPI da Saúde em setembro de 2009 e que foi flagrado guardando dinheiro de procedência ilícita nas meias, além de ser um dos protagonistas da degradante “oração da propina”, em que o deus da malandragem era cultuado.

A Hospfar, agraciada com milhões da saúde sem licitação em 2009, efetuou doação no importe de R$ 85.000,00 ao Sr. Leonardo Prudente. Confira AQUI.

A Hospfar, sediada em Goiânia, foi responsável pela doação de quase 25% do valor de R$ 351.215,00 arrecado por Leonanrdo Prudente na campanha de 2006.

A Hospfar foi a segunda maior doadora de campanha do parlamentar que foi obrigado a renunciar por força das filmagens que evidenciaram atos, no mínimo, moralmente reprovados. A maior doadora foi a empresa 5 estrelas sistema de segurança LTDA, pertencente aos filhos do deputado e que também foram agraciadas com contratos sem licitação no Governo de José Roberto Arruda. Confira AQUI.

As suspeitas sobre os contratos da saúde, o caos que se vê intalado na rede pública, o histórico de Leonardo Prudente e todo o contexto político evidenciado desde a abertura da Caixa de Pandora faz com que seja necessário olhar os contratos da saúde com mais vagar e transparência, pois, caso as suspeitas de corrupção na Secretaria de Saúde sejam verdadeiras, não se trata apenas de crime contra o patrimônio público, mas de crimes contra a vida´e contra a dignidade humana.

Fonte: blog do André de Moura

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