“Imagine se fosse a Lava Jato…”, diz Dallagnol

Cerimônia de devolução a Petrobras de valores recuperados pela Operação Lavajato. Na Foto: Deltan Dallagnol, procurador e coordenador da Operação Lavajato (José Cruz/Agência Brasil)

Segundo o procurador e deputado federal mais votado do Paraná, Deltan Dallagnol, imaginem se a Lava Jato:

– Prendesse alguém sem ter competência, por 4 meses, sem denúncia (prazo legal é de 40 dias);

– Fizesse uma delação com essa pessoa PRESA, e a soltasse no dia que a delação fosse homologada;

– Prendesse NOVAMENTE o delator depois de saber que ele criticou a força-tarefa ou o juiz
Sérgio Moro;

– No mesmo dia da prisão, levantasse o sigilo de um depoimento, que deveria ser sigiloso, em que a pessoa voltou atrás nas críticas porque parece desesperada e com medo de perder os benefícios do acordo, de prejudicar a família e a própria estabilidade financeira. A corroborar isso, a pessoa passa mal e desmaia ao saber que será presa, precisando de socorro médico;

– Dissesse que o sigilo foi levantado para afastar qualquer dúvidas de que a pessoa firmou aquele acordo de maneira voluntária e espontânea, mesmo com áudio daquela pessoa de dias anteriores contradizendo isso, em que ela afirma ter sido coagida a dizer coisas que ou não aconteceram ou que ela não sabia.

Conseguem imaginar? Pois é, a Lava Jato nunca fez isso. Mas isso está acontecendo agora, no STF.

É surreal ver quem atacou e criticou tanto a Lava Jato em nome de direitos silenciar agora ou, pior, endossar e apoiar o que está acontecendo.

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