INDIVIDUAL E O COLETIVO

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Quando o individual é maior que o coletivo

As recentes declarações de alguns petistas sobre a composição do novo governo do DF só comprovam como a alternância de poder iguala a direita e a esquerda. A briga por espaço, a necessidade de bons cargos e boas e recheadas pastas confirmam que a disputa interna vai além de uma questão política. Mesmo com tantas críticas, Agnelo tem se mostrado seguro nas indicações. A mais polêmica, talvez, a da Secretaria de Educação, que Agnelo fez questão de indicar pessoalmente, escancarou um racha político entre ele e o senador e ex-ministro da Educação, Cristovam Buarque (PDT). Buarque queria emplacar, ou mesmo apenas ser consultado, sobre quem cuidaria da Educação do DF. Nem ligação recebeu. Soube pelos jornais que a cadeira seria de Regina Vinhais, professora da UnB, mas que não possui ligação política com o ex-governador petista.

As diferenças começam a aparecer com pouco mais de uma semana de governo. Companheiros do PT ameaçam confusão por terem sido esquecidos pelo novo comando do GDF. Em voltas pela cidade, o que mais se vê é petista com o nariz torto. É que nem tudo ocorreu como gostariam. Mas nem tudo ocorre. Isso é fato.

O momento agora é de torcer para que a cidade volte à normalidade política, econômica e institucional. Passadas as composições, Brasília precisa ser governada. Precisa ter comando. Essa necessidade é muito maior do que qualquer disputa pessoal. É uma questão de progresso. De sociedade. Quando todos aprenderem a trocar o pensamento individual pelo pensamento coletivo, o único espaço que teremos de disputar será dos índices das melhores cidades do Brasil e do mundo. Pensem nisso.

Fonte: O Distrital

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