INSTITUTO EXATA É INVESTIGADO EM TOCANTINS E PIAUÍ

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ELEIÇÕES 2010
Instituto Exata é investigado em Tocantins e Piauí

José Cácio Júnior, do Diário da Manhã

A exemplo do que aconteceu em Goiás no mês de junho, o Instituto Exata é acusado de realizar pesquisas de intenção de voto de forma tendenciosa nos Estados do Tocantins e Piauí. No Tocantins, a denúncia foi feita pela assessoria do atual governador e candidato à reeleição, Carlos Gaguim (PMDB).

O caso ocorrido em Goiás completou um mês essa semana. Um grupo de cinco funcionários do Exata foi impedido de realizar pesquisa de intenção de voto na cidade de Varjão, (que fica a 69 km de Goiânia) pois o delegado responsável pelo caso, Álvaro Cássio, considerou que um item do questionário denegria a imagem do senador Marconi Perillo (PSDB).

Por meio de nota oficial, a assessoria de Gaguim alega que a pesquisa feita pelo Instituto Exata revelou dados opostos em relação a pesquisas já realizadas no Tocantins sobre intenções de voto ao Governo do Estado. O levantamento feito pelo Exata bate de frente com os números de institutos como Ibope e Serpes.

A assessoria de Gaguim considera a última pesquisa feita no Tocantins para a corrida sucessória ao Palácio Araguaia, realizada pelo Instituto Exata, como uma “aberração eleitoral face aos últimos episódios envolvendo o Instituto em outros Estados, a exemplo de Piauí e Goiás”. O adversário de Gaguim na disputa ao governo do Estado é o candidato Siqueira Campos (PSDB).

O proprietário da Exata, Adilson Batista, conhecido como Catatau, rebate a assessoria de Gaguim dizendo que “é tudo invenção” e explica que as pesquisas foram realizadas segundo a lei. “Todo governo que não é bem avaliado quer refutar as pesquisas contraditórias”, completa Catatau.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Tocantins, não há nenhuma irregularidade com a pesquisa, que foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo 8236.2010. O levantamento, que foi encomendado pelo jornal O Servidor, ouviu 2338 pessoas entre os dias nove e 13 de julho.

Goiás
Cinco funcionários do Exata foram presos em Varjão no dia 22 de junho ao realizar pesquisas de intenção de voto. O delegado Álvaro ordenou a apreensão do material por considerar que a 19ª pergunta do questionário denigre o senador Marconi Perillo (PSDB). O texto da pergunta dizia o seguinte: “O senador Marconi está sendo investigado pela Justiça Federal por suspeita de ter no exterior mais de R$ 600 milhões. Na sua opinião, ele é culpado, inocente, ou não sabe dizer?”

Na delegacia, os cinco funcionários do instituto prestaram depoimentos e foram liberados após o registro de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO). O caso foi encaminhado para o promotor de Guapó, Cláudio França Magalhães, e para o procurador eleitoral do Ministério Público Federal (MPF-GO), Alexandre Tavares, que dariam continuidade ao caso. Catatau fez questão de frisar que não tem nada contra a pessoa de Marconi. “Nunca tive o intuito de ferir a dignidade do senador.”

O DM entrou em contato com o MPF de Tocantins, mas o procurador eleitoral do Estado, João Gabriel Morais, não foi encontrado. A reportagem tentou contato com o MPF e TRE do Piauí, mas as ligações não foram atendidas. O DM também ligou para Gaguim, mas ele não atendeu às ligações.

 

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