INTERVENÇÃO NO BURITI (PARA SALVAR O PT)

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SERÁ VERDADE?

“Intervenção” no Buriti (para salvar o PT)

Dilma Rousseff decide fazer de Carlos Gabas, um executivo sério, o Número 1 de Brasília

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Carlos Gabas

Carlos Eduardo Gabas, o eterno ministro-interino da Previdência e Assistência Social, está prestes a trocar a Esplanada dos Ministérios pela Praça do Buriti. Depende apenas do “sim” dele para ocupar a Secretaria de Governo do Distrito Federal, no lugar do deputado Paulo Tadeu.
Gabas viria como um gerente para colocar ordem na casa. Agnelo Queiroz não foi ouvido. Foi comunicado da decisão, costurada no Palácio do Planalto. É uma espécie de intervenção branca em Brasília. Não para salvar o governador, mas a imagem do PT.
A cúpula petista, a nível nacional, teme que a acentuada queda de prestígio de Agnelo junto ao povo reflita negativamente no resto do País. E como em pouco mais de um ano o eleitor voltará às urnas para eleger prefeitos, deputados estaduais e vereadores pelo Brasil a fora, o PT teme que a desastrada administração do governador da capital da República reflita negativamente no resultado das eleições.
A decisão de intervir no governo de Agnelo Queiroz foi tomada na semana passada, durante encontro da presidente Dilma Rousseff com o deputado Rui Falcão, presidente da legenda. Participaram do encontro Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência e seu secretário-executivo Swedernberger Barbosa, um profundo conhecedor da máquina administrativa do Palácio do Buriti.
Gabas, na avaliação do Planalto, tem o perfil ideal para colocar o governo de Agnelo Queiroz nos trilhos. Se ele aceitar a missão (“não é um convite, pois me considero um soldado do partido”, conforme suas palavras a um interlocutor comum) o atual secretário-executivo da Previdência Social virá com carta branca para impor seu jeito e ritmo de trabalho. Inclusive com autoridade para mexer na equipe de governo.”

Fonte: José Seabra

ANÁLISE DO BRASÍLIA EM OFFCaso a notícia postada pelo jornalista José Seabra se confirme, estaremos diante de um ineditismo sem precedentes na história política de Brasília: o Diretório Nacional de um partido intervir diretamente em sua administração pública, movendo peças da estrutura governamental. Mesmo que a informação não passe de uma mera especulação, é um sinal evidente  de que o governo Agnelo Queiroz não anda agradando a cúpula de seu partido. Há rumores de que a presidenta Dilma está realmente preocupada com os rumos do governo local e não é pra menos. A paralisia do governo petista, após 5 meses, tem sido o retrato da gestão no DF, aliada, ainda, com a forte influência direitista dentro da estrutura administrativa. A situação de Paulo Tadeu, um inexperiente supersecretário, é muito pior do que se possa imaginar. Ele não tem medido esforços para aparelhar a máquina pública para o seu proveito. A cada dia, ocupa mais territórios sob o seu domínio. É nítido que sua atitude faz parte de um plano político, esboçado juntamente com Agnelo, para partilharem o Poder e lá permanecerem por muito tempo. Até agora, Agnelo não governou. Descobriu-se que sequer tem projetos de políticas públicas para sanear os problemas de Brasília, deixados pelos governos anteriores. O PT Nacional e a presidenta Dilma poderão  até salvar o projeto partidário, mas dificilmente conseguirão fazer o brasiliense esquecer os traumas e as decepções do desgoverno do PT local.

Fonte: Brasília em OFF

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