Justiça determina prisão de José Dirceu por condenação na Lava-Jato

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Acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, o petista teve o último recurso em segunda instância negado por unanimidade no TRF-4


(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
A Juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, expediu um mandado de prisão contra o ex-ministro José Dirceu, na noite desta quinta-feira (17/5). A magistrada determinou que ele se apresente à carceragem da Polícia Federal em Brasília até às 17 horas desta sexta-feira (18/5). Dirceu foi condenado a mais de 30 anos de cadeia
decisão ocorre após o Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), negar, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do petista. Esse era o último recurso em segunda instância para evitar a prisão.
Titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, o juiz Sérgio Moro está em um fórum, nos Estados Unidos, e está sendo substituído por Gabriela. Moro é o responsável pelo caso na 1ª instância de Justiça. Dirceu foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, pertinência à organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Da luta ao cárcere

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Dirceu sucumbiu de líder estudantil e opositor do regime militar para um dos 800 mil detentos do sistema prisional brasileiro. Na década de 60, o petista liderou movimentos para convocação do congresso da União Nacional dos Estudantes, em plena ditadura. Nos anos seguintes foi perseguido e preso, precisando sair do Brasil para resguardar sua vida.
Quando a ditadura acabou, em 1985, Dirceu retornou ao Brasil, se tornando deputado estadual por São Paulo em 1986 e deputado federal em 1990. Homem forte do Partido dos Trabalhadores (PT) ele viu a história de lutas e o perfil de ativista pela democracia desmoronar quando se envolveu com um dos maiores esquemas de corrupção do país.
Apontado como líder do mensalão pelo ex-deputado Roberto Jefferson, ele deixou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula. Anos depois ele foi citado por delatores do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato.
De acordo com o  Ministério Público Federal (MPF) foram identificados 129 atos de corrupção passiva e 31 de corrupção ativa entre os anos de 2004 e 2011. Ele recebia vantagens indevidas de empresas terceirizadas contratadas pela Petrobras. Com isso, ele foi preso em 2015 e ficou recluso até maio do ano passado.

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