Lava Jato: Ex-marqueteiro do PT diz que Dilma o alertou sobre prisão

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Folha de S.Paulo apurou que João Santana implicou ex-presidente para destravar delação

Do R7

Santana implicou Dilma, mas força-tarefa quer mais detalhesRoberto Stuckert Filho/06.09.2016/PR

O ex-marqueteiro do PT João Santana afirmou à força-tarefa da Lava Jato que ele e sua mulher, Mônica Moura, foram avisados pela ex-presidente da República Dilma Rousseff sobre possibilidade de serem presos. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo.

Mesmo na República Dominicana, onde faziam uma campanha política, ambos foram alvos da 23ª fase da operação, chamada Acarajé, e acabaram presos quando desembarcaram no Brasil em fevereiro de 2016.

Ao implicar Dilma, a intenção de Santana é acelerar o acordo de delação premiado dele e da mulher, parados desde o final de 2016. O casal passou quase seis meses presos, mas foram liberados depois de pagarem cerca de R$ 31 milhões de fiança.

Um interlocutor de Dilma teria sido o responsável por passado o recado a Santana, ex-amigo pessoal da petista.

A reportagem da Folha de S.Paulo, porém, apurou que a citação à petista não saciou a fome dos procuradores da Lava Jato por informações mais contundentes.

O advogado de Dilma, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, disse que nem ele nem a ex-presidente tinham “informações privilegiadas sobre as investigações”. Portanto, diz, a citação de Santanta “não procede”.

Os defensores de Mônica Moura e João Santana não quiseram responder ao jornal.