LAVAGEM DE DINHEIRO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA

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DISTRITO FEDERAL
Grupo ligado a órgão da UnB é condenado

A Justiça condenou um professor da UnB (Universidade de Brasília), dois empresários e um sociólogo a penas que chegam a dez anos e dez meses de prisão por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.O processo envolve suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio da Finatec, uma das principais fundações de apoio à UnB.Foram condenados o professor de engenharia Antônio Manoel Dias Henriques, que presidiu a Finatec, o empresário Luis Antonio Lima, a mulher dele, Flavia Maria Camarero, e o sociólogo Eduardo Grin, sócio do casal. A Finatec foi protagonista do escândalo da compra de mobília, que incluía uma lixeira de R$ 1.000, para o apartamento funcional do ex-reitor da UnB Timothy Mulholland.

Ele foi inocentado em novembro pela Justiça Federal da acusação de improbidade administrativa, mas o Ministério Público recorreu. Luis Antonio Lima, oriundo do PT-RS, participou da equipe petista de transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o de Lula.Ele e a mulher são donos da Intercorp e da Camarero & Camarero Consultoria Empresarial, empresas investigada em vários Estados por contratos, sempre sem licitação, firmados com governos do PT pela Finatec.

Todos podem recorrer da sentença em liberdade. A Justiça determinou, porém, que a pena seja cumprida em regime fechado. O caso corre em segredo de Justiça. A sentença, da 3ª Vara Criminal, afirma que “os réus tiveram aumento patrimonial ilícito”. Por isso, foi determinada a perda de bens do grupo em favor da União.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a Finatec era contratada pelas prefeituras e depois subcontratava a Intercorp. Era uma forma de driblar a necessidade de licitação e permitir que a empresa privada recebesse recursos públicos.Ainda conforme a Promotoria, a Intercorp recebeu cerca de R$ 28 milhões da Finatec. Além da suposta fraude na contratação direta, os serviços não eram realizados, tese negada pelos acusados.A maior parte do dinheiro iria para contas bancárias de Lima -outra parte teria sido usada na compra de imóveis.

OUTRO LADO

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que assumiu o caso após a condenação de Lima, da mulher dele e de Eduardo Grin, afirma que não houve crime de lavagem de dinheiro porque os valores foram depositados nas contas deles próprios.

Castro sustenta que o caso deveria ser apreciado pela Justiça Federal, e não estadual, pois envolve uma instituição ligada à União e o caso foi investigado pela Controladoria-Geral da União.

Getulio Humberto Barbosa de Sá, defensor do professor da UnB, afirma que seu cliente conseguiu comprovou origem de todos seus bens.Informações da Folha

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