LILIANE RORIZ CRITICA TRANSFERÊNCIA DO MANÉ GARRINCHA PARA A TERRACAP

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Parlamentar apresentou emenda que condiciona possível venda do Complexo à aprovação da CLDF

A deputada distrital Liliane Roriz (PRTB) criticou nesta terça-feira (01) a proposta do Executivo local de transferir o Complexo Esportivo, onde fica o estádio Mané Garrincha e que é de propriedade do GDF, para a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap). A idéia é uma alternativa encontrada pelo GDF de autorizar a empresa pública a investir recursos próprios na reforma do estádio, conforme orientação de órgãos fiscalizadores. Mas, segundo a parlamentar, a proposta não foi discutida de forma suficiente. “Hoje, a União possui 49% das ações da Terracap e isso faz com que a área federal herde, consequentemente, o mesmo percentual do complexo esportivo”, exemplificou.

Outro aspecto levantado pela parlamentar é que, da forma com que foi apresentado o projeto, a Terracap ficaria livre para vender ou leiloar o complexo esportivo e o Mané Garrincha a qualquer tempo. “Apresentei emenda para que condicione uma possível negociação da área à análise da Câmara Legislativa, por meio de projeto de lei específico. Foi uma alternativa que encontrei para limitar o poder da Terracap sob a área e preservar o patrimônio do GDF”, completou.

O complexo esportivo envolve além do estádio, as piscinas do Defer, o Ginásio Cláudio Coutinho, o autódromo de Brasília e a pista de corrida. Segundo Liliane Roriz, outro problema é que a Terracap não possui experiência para administrar um complexo esportivo. “A partir do momento em que o Mané Garrincha passa para a Terracap, o estádio sai do comando do GDF. A Terracap é uma empresa imobiliária e não possui corpo técnico para lidar com questões de gestão esportiva”, avaliou Liliane.

No fim do ano passado, quando o governo eleito começou a ventilar a transferência do Mané Garrincha para a Terracap, a proposta ganhou antipatizantes. Um deles foi o próprio líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara Legislativa, Chico Vigilante. “A venda dos lotes da Terracap para custear o estádio é um absurdo, pois o dinheiro do contribuinte para obras e infra-estrutura não pode ser investido em um ‘elefante branco’”, criticou na época. Segundo declaração de Vigilante, a obra tem de tudo para virar o novo escândalo do DF. “O estádio, orçado em menos de R$ 700 milhões , vai ficar em mais de  1 bilhão de reais”, avaliou Vigilante na ocasião.

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