LILIANE RORIZ: “PROIBIR USO DE CELULAR EM BANCOS É PENALIZAR CIDADÃO PELA FALTA DE SEGURANÇA NO DF”

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Com a polêmica sobre possível proibição de uso de celulares nas agências bancárias do Distrito Federal, outra proposta pode ganhar espaço nos debates dos próximos dias: a que obrigaria as instituições financeiras com filiais no DF a montarem cabines individuais para a privacidade total dos clientes. O projeto é de autoria da deputada distrital Liliane Roriz (PRTB) e faz parte do pacote de propostas apresentadas na Câmara Legislativa para coibir as conhecidas “saidinhas de banco”. O crime é caracterizado pelo monitoramento da movimentação financeira de clientes nas agências e concretizado por comparsas que recebem as informações e aguardam a vítima do lado de fora dos prédios.

“Proibir o uso de celulares é uma forma de penalizar apenas o cidadão pela ausência da atuação da segurança pública e da privada nas redondezas dos bancos. Os papéis estão completamente invertidos. É o governo que precisa investir em policiamento e são os bancos que têm de garantir a integridade de seus clientes, e isso não apenas durante o uso das máquinas de auto-atendimento”, argumentou a autora da proposta, Liliane Roriz. Segundo ela, o projeto é importante para trazer para o debate público a grande exposição física dos clientes e a total falta de políticas públicas para combater crimes desse tipo.

Tanto o projeto que proíbe o uso de celular nas agências quanto o que obriga a construção de cabines individuais tramitam na Câmara Legislativa. O primeiro, e mais polêmico, está prestes a ser votado em plenário – última etapa antes de ser enviado para a sanção do governador do Distrito Federal. O projeto deve ser votado na próxima semana pelos deputados distritais.

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