Mais modernas, evangélicas abandonam estereótipo da mulher sem vaidade

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Seguidoras da religião são bem-sucedidas e servem de exemplo para os demais fiéis

 

Thaís Cieglinski

 

Saia comprida, cabelos longos, rosto sem maquiagem, pernas sem depilação. Para muitas pessoas, esse é o retrato das mulheres que seguem a fé evangélica. O conceito construído ao longo dos anos com base nesse estereótipo criado em torno delas começa, aos poucos, a mudar. “Eu mesma tinha um certo preconceito em relação aos evangélicos. Nasci em uma família católica e, até os 15 anos, frequentava a missa”, conta a advogada Priscilla Tasso, 25 anos, convertida há sete. Nem de longe ela se enquadra na descrição do início do texto. Elegante, articulada e bem-sucedida, representa o novo perfil das mulheres cristãs, como elas mesmas se denominam.

Priscilla Tasso nem de longe se enquadra no antigo estereótipo  (Janine Moraes/CB/D.A Press - 14/11/13)
Priscilla Tasso nem de longe se enquadra no antigo estereótipo

Nos 10 últimos anos, os cultos protestantes ganharam milhares de novos adeptos no Distrito Federal e, hoje, representam a opção religiosa de 26,8% da população, segundo dados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Grande parte desse crescimento se deu em virtude do avanço das denominações neopentecostais, nascidas na década de 1970 com o intuito de renovar práticas tradicionais e adaptá-las aos costumes da atualidade. Com isso, a mulher também passou a ocupar um novo espaço e a ganhar lugar de destaque nos cultos e até mesmo no comando das igrejas.

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Na igreja, enquanto Priscila comanda um dos maiores templos do DF, o de Ceilândia, a irmã toca a área administrativa do grupo e é responsável por uma editora. Em breve, ela vai estrear um programa de tevê. Tanto trabalho reflete a expansão e a força das igrejas neopentecostais no país. “O preconceito da sociedade em geral (em relação aos evangélicos) acontece por uma barreira criada desde sempre. O Brasil foi um país católico em sua gênesis. Assim, uma nova maneira de interpretar a fé soa como algo diferente, e as pessoas têm muita reserva. A tendência é o desaparecimento desse preconceito, pois já não podemos ser considerados um país de maioria católica. Acredito que, até 2020, seremos maioria”, acredita Lúcia Rodovalho.

Fonte: Correio Braziliense

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