MENSALÃO DO PT PODE GERAR MAIS 11 INQUÉRITOS

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POLITICA
Mensalão do PT pode gerar mais 11 inquéritos

No relatório em que mostra a origem do dinheiro do mensalão do PT, a Polícia Federal pede à Procuradoria-Geral da República a abertura de 11 inquéritos para investigar o destino de R$ 6,3 milhões repassados pelas empresas do acusado de ser operador do esquema.A PF também sugere ampliar outras oito investigações já em curso, além de solicitar ao Ministério Público dezenas de diligências em busca de identificar novos destinatários dos recursos.
O relatório da PF aponta indícios de participação no esquema de, pelo menos, mais 17 pessoas além das 38 que já respondem a ação penal que tramita no STF.

A maior parte dos pedidos é para investigar pessoas físicas e jurídicas que, segundo a PF, não foram localizadas ou não justificaram repasses feitos pelas agências de Marcos Valério -acusado de ser operador do mensalão.A polícia quer saber se elas foram usadas para ocultar os reais destinatários de recursos supostamente desviados do Fundo Visanet, criado por vários bancos para promover a bandeira de cartões Visa. De 2001 a 2005, R$ 91,9 milhões foram repassados pelo BB à empresa DNA Propaganda, de Marcos Valério.

Os repasses que a PF coloca sob suspeita foram feitos entre 2003 e 2005. Em fevereiro deste ano o delegado Luís Flávio Zampronha, responsável pela investigação, apresentou relatório com conclusões e pedidos de novas apurações.
O documento está sendo analisado pela Procuradoria-Geral da República. O relatório diz que investigações “revelaram a transferência de recursos para empresas envolvidas com práticas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, utilizadas para ocultar o destino e, consequentemente, os verdadeiros beneficiados”.

Uma delas é a Contibrasil Comércio e Exportações de Grãos Ltda. que, segundo a PF, recebeu R$ 1,2 milhão em sete repasses das empresas de Valério entre 2004 e 2005.Segundo o relatório, a empresa não conseguiu justificar os sete pagamentos solicitados pela PF. Chamou a atenção da PF o fato de um dos sócios da empresa ter o endereço em paraíso fiscal.A PF também quer saber o destino de R$ 2,9 milhões recebidos pela SMPB da Brasil Telecom, que foram redistribuídos a outras empresas.Informações da Folha

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