Por Karina Michelin
O que foi revelado nesta quarta-feira, 6 de agosto, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados é estarrecedor: segundo Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA e especialista em guerra de informação, o Partido Democrata norte-americano financiou uma estrutura internacional de censura para interferir diretamente na democracia brasileira.
De acordo com Benz, que hoje dirige a Foundation for Freedom Online, milhões de dólares de agências ligadas ao governo Biden, como a USAID, foram usados para calar eleitores de Bolsonaro, manipular algoritmos nas redes sociais e favorecer indiretamente a eleição de Lula.
Benz apontou o dedo para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, segundo ele, coordenou redes de “verificadores de fatos” – os vassalos do sistema- que aplicavam algoritmos de censura em massa, sempre com viés político.
A operação mirava o campo conservador e favorecia sistematicamente a esquerda – tudo isso em pleno período eleitoral. E tem mais: Benz denunciou diretamente o Grupo Globo – incluindo TV Globo, GloboNews, G1 e jornal O Globo – como parte ativa dessa engrenagem de censura, em aliança com 7 agências de checagem treinadas e financiadas com dinheiro americano.
O modelo, segundo ele, foi exportado dos EUA após o colapso da influência liberal nas redes em 2016 com a eleição de Donald Trump. Durante evento do LIDE, o ministro Luís Roberto Barroso, admitiu publicamente a atuação do Departamento de Estado americano nas eleições brasileiras. A fala na época passou despercebida por muitos, mas não pode mais ser ignorada.
A confissão de Barroso apenas corrobora o que foi revelado em tom de denúncia por Mike Benz, em audiência oficial na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Benz foi direto: o TSE coordenou uma máquina de censura algorítmica, operada por agências de checagem treinadas e pagas com dinheiro estrangeiro, em parceria com grandes conglomerados de mídia.
Isso significa que a esquerda brasileira – sobretudo o PT – foi favorecida eleitoralmente por uma estrutura de manipulação de origem estrangeira.
E isso, segundo a legislação brasileira, é crime.

