MINISTRO DO STF RECEBERÁ PRÊMIO PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, NO CONGRESSO NACIONAL

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Magistrado será o primeiro homem contemplado como o Bertha Lutz 

 

Nesta terça-feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, o ministro do STF Marco Aurélio Mello será agraciado com o prêmio Bertha Lutz, no Congresso Nacional. A solenidade começa às 11h, no Plenário do Senado. É a primeira vez em 16 anos que a premiação irá contemplar um vencedor do sexo masculino. O magistrado foi indicado por sua atuação como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), entre 2013 e 2014, quando encabeçou a campanha “Mulher na Política”, pela equidade de gênero nas disputas eleitorais.

Em sua 16ª edição, o Prêmio Bertha Lutz destaca personalidades brasileiras atuantes na defesa dos direitos das mulheres. Para poder contemplar um homem, a bancada feminina do Senado mudou as regras da premiação. A partir desta edição, dos cinco agraciados, um poderá ser do sexo masculino. A indicação do nome de Marco Aurélio para a premiação foi feita pela Procuradora Especial da Mulher no Senado, senadora Vanessa Graziotin (PC do B-AM). Foi subscrita também por outros parlamentares, como as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSB-GO). Segundo Graziotin, “ele foi indicado pela relevante contribuição na defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil”.

Em 2014, na condição de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Marco Aurélio autorizou a realização de uma campanha publicitária, permitida legalmente, para incentivar a participação feminina nas eleições. Intitulada “Mulher na Política”, a iniciativa destacou os baixos percentuais de representação feminina nos cargos eletivos e procurou incentivar as mulheres a assumir seu papel na sociedade.

As peças publicitárias foram veiculadas em rádios, TVs, redes sociais e em ações direcionadas coordenadas pelas próprias lideranças femininas. De acordo com avaliação da Procuradoria Especial da Mulher no Senado, a campanha atingiu os resultados desejados e foi coroada de êxito junto à militância feminina em todas as regiões do Brasil, nas distintas classes sociais. 

“É uma honra receber uma distinção como essa ainda em vida”, declarou o ministro Marco Aurélio Mello ao ser informado da decisão do Senado. Seu nome foi aprovado por unanimidade pela comissão encarregada de definir os indicados. Entre os votantes, os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG), Simone Tebet (PMDB-MS), Lasier Martins (PDT-RS) e José Agripino Maia (DEM-RN). Concorreram 17 personalidades.

SOBRE O PRÊMIO BERTHA LUTZ – O Prêmio Bertha Lutz foi criado em 2001 e recebeu esse nome em homenagem a uma pioneira do feminismo no Brasil, reconhecida por sua luta pelo direito ao voto feminino, ainda nos Anos 30 do século passado. Desde então, a cada ano uma comissão de senadores votam em personalidades que atuam em favor dos direitos da mulher e das ações para promover a equidade de gênero. Em 2016, será a primeira vez, na história da premiação que um homem será agraciado.

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