MP denuncia tenente suspeito de tentar intimidar jornalistas em Goiás

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    Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

    O Ministério Público de Goiás denunciou à Justiça Militar do estado o tenente suspeito de comandar um grupo de policiais militares em uma ação para intimidar jornalistas da Organização Jaime Câmara (OJC), em Goiânia. Em março de 2011, um comboio da Rotam passou em frente à sede da empresa, no Setor Serrinha, em baixa velocidade, utilizando alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente, segundo laudo pericial de análise de imagens de câmeras de segurança.

    No período em que os fatos ocorreram, reportagens foram publicadas pela imprensa goiana, especialmente pelo jornal O Popular, sobre a investigação deflagrada pela Polícia Federal em relação a homicídios supostamente praticados por policiais militares em serviço, na chamada Operação Sexto Mandamento que resultou na prisão de 19 PMs. Na denúncia, a promotora de Justiça Carmem Lúcia Santana de Freitas relata que no dia 3 de março de 2011, o jornal da empresa havia publicado reportagem com o seguinte título: “Mato por satisfação”.

    De acordo com a denúncia, o tenente, exercendo a função de comando, “praticou ato de ofício contra expressa disposição de lei, para satisfazer sentimento e interesse pessoal, quando comandou 36 policiais militares em oito viaturas, utilizando-se de carros oficiais e homens fardados e armados para afrontar e intimidar jornalistas da Organização Jaime Câmara”.

    A peça acusatória aponta que a ordem de acionamento do alarme sonoro e da iluminação vermelha intermitente dos veículos em comboio contrariou o previsto no artigo 29 do Código de Trânsito, pois as viaturas não prestavam qualquer serviço de urgência.

    Segundo a promotora, a conduta do denunciado causou prejuízo à administração militar. “Do fato ocorrido, surgiram comentários negativos em relação à Polícia Militar … a ponto do governo do estado determinar a suspensão temporária das atividades do grupamento, além de reavaliação e mudanças nos quadros e na atuação da tropa especializada”, argumenta.

    O MP pede que o tenente seja processado pelos crimes de prevaricação e ameaça. Ela relaciona na denúncia seis testemunhas para serem ouvidas e duas vítimas – jornalistas da OJC.

     

     

     

    Fonte: Blog do Honorato

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