MP investiga denúncias de assédio moral contra diretora de RH da CLDF

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Brasília(DF), 04/09/2015 - Fachadas dos prédios públicos em Brasília - Na foto a Câmara Legislativa do Distrito Federal, CLDF - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu um inquérito civil público para apurar a conduta da diretora de Recursos Humanos da Câmara Legislativa, Edilair da Silva. Ela é acusada por servidores da Casa de assédio moral. A CLDF informou, por meio da assessoria, que as denúncias não procedem.

Aos promotores, os funcionários, porém, relataram situações constrangedoras supostamente praticadas por Edilair dentro do Legislativo local. Segundo o Metrópoles apurou, a chefe do setor de recursos humanos da Câmara teria o costume de brigar, gritar e ameaçar com exoneração os comissionados. Diria a eles também que “não adianta reclamarem porque ela não sairá da Casa”.

Responsável pelo processo, a promotora Raquel Tiveron, da 5ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, diz que já ouviu testemunhas e enviou ofícios à Casa pedindo informações sobre as denúncias. “Foram várias reclamações que recebemos pela ouvidoria do MP. Abrimos inquérito para investigar a conduta da diretora. Estamos colhendo depoimentos das partes envolvidas e da Câmara e ela (a acusada) ainda será ouvida”, explicou.

As acusações chegaram aos ouvidos do MP no fim do ano passado. Ao decidir pela instauração do inquérito, a promotoria ressaltou a necessidade de “apuração de fatos relacionados à possível conduta irregular, consistente em suposto assédio moral a servidores subordinados à diretora, que pode ensejar responsabilidade por ato de improbidade administrativa”.

Outras denúncias chegaram ao longo dos últimos meses, mas a promotora determinou o arquivamento “a fim de evitar a duplicidade desnecessária de atos” . A Câmara tem 1.056 servidores efetivos e 855 comissionados.

Edilair é servidora comissionada na Câmara Legislativa há mais de uma década. No cargo de diretora, recebe salário de R$ 17.924,51. Em nota, a assessoria de imprensa da Câmara Legislativa informou que “apesar de o inquérito se basear em denúncia, ou denúncias anônimas vagas, a Câmara, de ofício, abriu investigação preliminar interna, que serviu para responder alguns quesitos ao MP.”

A nota informa ainda que a investigação interna “não identificou qualquer fato que desabonasse a conduta da servidora, que está na Casa há muito tempo e é muito respeitada pelos colegas”. De acordo com a Câmara Legislativa, Edilair não vai se pronunciar “pois os elementos até agora levantados carecem de qualquer fundamento.”

Fonte: Metropoles

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