No DF, 1.366 motociclistas morreram e o DETRAN-DF não investe em projetos para a educação e segurança dos pilotos

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Veja só esta informação: Cerca de 1.366 motociclistas foram mortos entre 2000 e outubro deste ano no Distrito Federal, segundo dados do Departamento de Trânsito (Detran). Esse número é ainda maior porque não inclui caronas, pedestres e outros condutores que perderam a vida em ocorrências envolvendo motos.

O DETRAN-DF poderia contribuir efetivamente para ajudar a reduzir o número acima, se colocasse em prática um projeto que está simplesmente parado na direção do órgão aguardando não se sabe o quê para colocar em prática.

Este Blog postou matéria em setembro sobre o assunto, e até agora nem o governador e muito menos o Diretor Geral do DETRAN-DF  tiveram a iniciativa de colocar em prática um projeto  tão relevante para a segurança de motociclistas do DF. Dinheiro para a educação no trânsito existe, mas falta iniciativa e vontade para fazer.

Talvez o Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do DF consiga, através de auditoria,  entender o por quê de tanto descaso de autoridades para com os motociclistas da cidade.

Confira:

Só Falta O Governador Autorizar Projeto Que Ajuda Reduzir Acidentes Com Motoboys

Sou motociclista há mais de 30 anos, e graças a Deus e à minha perícia, nunca me envolvi em acidente de moto. Mas infelizmente – e quase que diariamente,  vejo acidentes com motos de menor cilindrada nas ruas do DF. Na maior parte dos acidentes que já presenciei, são motos pilotadas por motoboys, normalmente sem experiência alguma no trânsito, nem conhecimento das leis de trânsito e sempre com muita pressa.

Neste fim de semana, mais quatro pessoas perderam a vida nas vidas do Distrito Federal durante o fim de semana — duas delas eram motociclistas. Enquanto isso, o deputado Rodrigo Delmasso batalha junto ao governo do Distrito Federal, para que se coloque em prática  o quanto antes, projeto que está pronto para entrar em execução no DETRAN-DF, através de convênio que  permitirá que motociclistas passem por rigoroso processo de reciclagem. Ele concorda com os argumentos da CBM quanto à necessidade urgente de se reciclar e preparar adequadamente os pilotos que exercem a atividade  de motoboys.

O projeto da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo),  visa através de um programa de capacitação profissional de condutores de motocicletas, principalmente motoboys, reduzir os acidentes que envolvem esses profissionais. O objetivo é capacitar de imediato 500 motociclistas.

O cenário é preocupante: Somente em 2012, 44.812 brasileiros morreram no trânsito, sendo que quase um terço eram motociclistas. Em 2002, 2.4992 motociclistas perderam a vida em estradas nacionais, número cinco vezes menor do que em 2012. O mapa da violência no trânsito, com dados de 2013, indica que dos R$ 210,7 milhões gastos com internações provenientes de acidentes de trânsito em 2012 no país, quase metade (R$102 milhões) foi destinado ao tratamento de motociclistas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil apresentou em 2013 a segunda maior taxa de fatalidade envolvendo motociclistas do mundo, com sete mortes para cada 1.000 habitantes. Entre 2001 e 2012 foi registrado um aumento de 302% no número de motociclistas mortos no trânsito na vias e rodovias brasileiras. A frota de motos aumentou em mais de 600% entre 1998 e 2014.

A CBM propôs ao DETRAN-DF, o projeto PILOTAGEM SEGURA – DOMÍNIO SOBRE DUAS RODAS, no qual o aluno é ensinado a pilotar sua moto com maior segurança e responsabilidade, diminuindo consideravelmente o risco de imprevistos e fatalidades. As aulas serão ministradas no kartódromo do Guará.

Com o apoio da Administração Regional do Guará e do deputado Rodrigo Delmasso, a CBM espera contribuir para que haja substancial redução de acidentes envolvendo motociclistas no Distrito Federal.

Com a palavra, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

 

 

 

 

 

Fonte: Donny Silva

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