NOEL ABREU É INVESTIGADO POR DESVIAR DINHEIRO DA COOPATRAM

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Desvio de dinheiro: A delegada Martha Vargas não encontrou relação do terceiro homem detido com o triplo assassinato ocorrido no apartamento dos Villela. Identificado como pedreiro, fazia a segurança de uma vítima de tentativa de latrocínio no DF. A história se cruzou com a do crime da 113 Sul depois que os investigadores do caso encontraram na casa de A. uma lista com nomes e placas de veículos de pessoas que seriam mortas por um suposto grupo de extermínio.Um dos alvos seria o então presidente da Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte de Samambaia (Coopatram) Noel Santos Abreu. Ele sofreu a tentativa de latrocínio há 11 dias. Os policiais resolveram ir até a residência dos ameaçados na noite da última terça-feira. O pedreiro teria estranhado a chegada dos policiais e reagido com agressividade. Acabou encaminhado à delegacia da Asa Sul, mas liberado em seguida.Abreu foi recentemente destituído da cooperativa devido a denúncias de desvio de verbas. Ele é acusado de apropriação indébita. Há um inquérito contra ele aberto na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul. O presidente do Conselho Fiscal da Coopatram, Jadir Soares, compareceu ontem à 1ª DP para explicar que Abreu não faz mais parte da cooperativa.Segundo Soares, o afastamento de Noel Abreu ocorreu porque houve um desvio de R$ 925 mil da Coopatram. São acusadas do crime outras três pessoas, entre elas a mulher do acusado. “Nós acreditamos que eles possam ter desviado muito mais, até R$ 6 milhões”, arriscou Jadir Soares. Ele disse não ter informações sobre a tentativa de latrocínio da qual o ex-presidente teria sido vítima. Noel presidiu a Coopatram por 10 anos. A entidade tem hoje 106 associados e opera em 80 linhas de Planaltina ao Plano Piloto. A delegada Martha Vargas admitiu ontem que o escritório de advocacia dos Villela atuava em ações relativas a transporte. “Mas não no DF, que eu me lembre. Tem em outros estados. Eu teria que checar porque são mais de 100 processos (em que ele atuava)”. Esta informação foi publicada no Correio Braziliense recentemente. Porém, esta notícia virou uma tremenda dor de cabeça para alguns ex-figurões de uma importante secretaria do GDF. Peculato, improbidade administrativa, formação de quadrilha e licitação fraudulenta: tem gente que não pode ouvir estas palavras. É de dar calafrios o que vem por aí. E o ex-presidente da Coopatram tem dito a amigos que não vai segurar a onda sozinho por muito tempo não. Até porque sua quase ex-mulher também está com os nervos à flor da pele – com o marido e com algumas autoridades…

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