Nova unidade acelera transplantes de medula no DF

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Inauguração de novas instalações permitirá que pacientes com doadores já identificados se submetam ao procedimento médico
A fila de transplantes de medula óssea no DF deve andar bem mais rápido com a inauguração, nesta quarta-feira (18), das novas instalações do Instituto de Cardiologia do DF (ICDF). Foram criados 27 leitos de internação, 12 de internação dia, consultórios e salas de coleta de células-tronco e para acompanhantes, espaços que faltavam para o atendimento de pacientes que já possuem doador compatível.
“Essa unidade representa o melhor atendimento à população do Distrito Federal e de boa parte do Brasil. Com isso, vamos diminuir as filas para transplante de medula óssea e nosso esforço é colocar o Distrito Federal como referência em transplante”, destacou o governador Agnelo Queiroz durante o discurso de inauguração.

Batizada de Unidade de Transplante de Medula Óssea Pietro Albuquerque, em homenagem a um jovem que faleceu 13 meses depois de diagnosticado e poucos dias antes de completar 20 anos, vítima de leucemia mielóide aguda, o local é o maior do gênero no Centro-Oeste.

A unidade possibilitará o início dos transplantes halogênicos, quando as células transportadas são de um doador geneticamente semelhante. Os transplantes autólogos, por sua vez, realizados quando as células são do próprio paciente, já ocorrem no ICDF desde 2013, quando foram realizados 18 procedimentos.

“Somente a família que tem alguém com uma patologia dessas, com a necessidade de fazer o transplante para salvar a vida, é que tem a devida noção da necessidade de se ter o sistema funcionando e com acesso para todos”, acrescentou o governador.

Com o novo espaço, a expectativa dos dirigentes do instituto é que até o fim de 2014 sejam feitos 45 transplantes de medula óssea. Os recursos para funcionamento somente desta unidade, em torno de R$ 2 milhões mensais, serão destinados pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, segundo o superintendente do ICDF, João Gabardo, 240 pacientes, já com doadores identificados, aguardam liberação de leitos para fazerem o procedimento na capital federal. Esse número, no entanto, pode ser maior, se analisado por outro ângulo: “Nesse total não contamos aqueles que já identificaram parentes como doadores nem os que são autólogos. Os 240 são somente os que têm doadores que não são eles próprios ou familiares. Então, este leito novo ajudará muito a agilizar o processo”, frisou o superintendente.

Durante discurso, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou os avanços que o Distrito Federal tem apresentado, nos últimos anos, na área de Saúde. Ele frisou, ainda, que essa nova ala do ICDF se torna uma referência para o país. Com ela, o DF passa a ser a 13ª unidade da Federação a dispor de um sistema completo para fazer todos os tipos de transplantes de medula óssea.

PANORAMA – Dados fornecidos pelo próprio ministro apontam que o DF tem 24 pessoas em sua fila de espera para a realização do transplante, o que poderá ser até mesmo zerada com a inauguração do local. Em âmbito nacional, esse número chega a 1.226.

Ainda de acordo com informações do titular da pasta federal, o país é detentor do terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, com cerca de 3 milhões de pessoas cadastradas. Além disso, Chioro ressaltou que 95% dos transplantes feitos no Brasil são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que demonstra grande eficiência. Em relação aos transplantes gerais, que envolvem vários órgãos, o percentual chega a 98% feitos na rede pública brasileira.

(F.M./C.C*)

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