NOVAS DENÚNCIAS NA GESTÃO CÔRTES

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Deu em O Globo

MP apura novas denúncias na gestão Côrtes

 

Suspeitas são sobre contratos de terceirização na Secretaria de Saúde

Daniel Brunet

Cotado até ontem para assumir o Ministério da Saúde, Sérgio Côrtes está diante de duas novas suspeitas de irregularidades em sua gestão.

O Ministério Público estadual vai investigar dez contratos da secretaria, feitos em 2008, que apontam indícios de superfaturamento de R$ 21 milhões na contratação de mão de obra terceirizada.

Além disso, o MP abriu outro inquérito para apurar a atuação de empresas privadas que fazem exames para o sistema público.

Os indícios de superfaturamento rondam os contratos firmados em 15 de outubro de 2008, com 10 empresas — Personal, Bello Rio, Dinâmica, Construir, CNS, Nova Rio, Hope, Atrio-Rio, VP Consultoria e Bandeirantes — que forneceram à rede estadual de saúde funcionários de nove categorias, de auxiliar de serviços gerais a coordenador operacional.

Antes dessa data, oito empresas (sendo que apenas uma não assinou os novos contratos) já prestavam o serviço. Com os novos acordos, outras três entraram no cenário.

O aumento de prestadoras, não acirrou a concorrência, gerando diminuição dos preços. O estado pagou R$ 21 milhões a mais do que gastara anteriormente — aumento superior ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que era de 6,41%, em outubro de 2008, e é usado para reajustar os valores dos acordos.

O crescimento foi maior no custo dos funcionários. Para um auxiliar de serviços auxiliares, por exemplo, a VP Serviços Terceirizados pagou R$ 450 por mês, antes de outubro de 2008, e o custo desse profissional foi de R$ 1.579,82 — com encargos, impostos, uniforme, entre outros.

Com os novos contratos, esse funcionário passou a receber R$ 471, mas o custo foi de R$ 2.130,21. Enquanto o salário aumentou 5%, o custo geral subiu 35%. O caso se repete nos outros nove contratos.

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