No governo do PSB no Distrito Federal, Ano Novo sem mudanças

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Último dia útil de 2016 e no DF, o governador Rodrigo Rollemberg, do PSB, não exonerou secretários incompetentes, ineficientes e imbecis que só trouxeram desgosto,problemas, notícias negativas e irritação para a população e para o próprio governo. Rollemberg espera piorar para finalmente exonerar os amigos inconsequentes?

Enquanto isso, a violência cresce no Distrito Federal de uma maneira inacreditável. Sem falar na falta de medicamentos, médicos, aparelhos de exames, ônibus, melhor atendimento…

Segunda-feira já será 2017, ou seja: o DF corre sério risco de começar o novo ano com velhos problemas de gestão, incompetência e inconsequência de pseudo-gestores.

Governador fraco é sinônimo de governo fraco (e as pesquisas provam isso). Quando um governador não tem pulso firme para tomar decisões rápidas, precisa ser melhor assessorado por alguém que conheça ruas, gabinetes e bastidores, e que tenha autonomia para tocar o governo de forma política e não teórica.

Pelo que se viu até aqui, Rollemberg continua perdido e dá sinais de que continuará assim também em 2017, cercado de alguns secretários incompetentes e outros lobistas de plantão, que desprezam a população e que preferem encontros matinais no Clube de Golfe do DF, porque não dá dor de cabeça e rende muito mais.

Se não mudar logo a equipe, o governador definitivamente afundará ainda mais a sua imagem perante à população, e desconstruirá o nome do PSB no DF. Chegar ao poder é até fácil, mas se manter lá, diante de tantos erros, letargia e omissão, é quase impossível.

O governador teve uma vida fácil, tranquila. Nunca precisou brigar, lutar por algo. Tudo lhe caiu graciosamente no colo. Por isso não confia em ninguém fora do grupo do PSB. Também não ouve e demora uma vida para dar retorno ou decidir sobre algo.

No governo do PSB, se um distrital precisa tratar sobre a contratação ou até substituição de alguém que está no GDF, precisa marcar audiência com o próprio Rollemberg para que ele tome ciência do assunto. Ele ouve e passa para alguém que passa para outro e assim é esse governo: lento demais.

Acompanhei bem de perto os governos de Joaquim Roriz. Líder de seu governo tinha liberdade e carta branca para atuar em nome do governador. Se Rollemberg não confiar no próprio  líder, então não precisa de líder. O que ocorre atualmente é que não há um interlocutor que ouça e que dê um rápido encaminhamento aos pleitos legítimos de parlamentares e demais lideranças da cidade, sem ter que passar por uma verdadeira romaria no Buriti.

Líder do governo Rollemberg,  o deputado Rodrigo Delmasso precisa ter carta branca para ouvir, organizar, definir e encaminhar assuntos para que sejam resolvidos o mais rápido possível. E só precisa de alguns minutos para comunicar ao governador sobre sua atuação. O líder fala pelo governo, então pode decidir pelo governo e este, respaldá-lo. É assim que funciona numa democracia moderna e numa gestão eficiente.

Também falta humildade a Rollemberg  para reconhecer que o governo não decolou e se continuar assim, não decolará mesmo, e o tempo passa e 2018 já se aproxima rapidamente. Ele caminha para as mesmas atitudes de seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT), que não acreditava em pesquisas, não confiava nos blogs e menosprezava alguns aliados. Deu no que deu.

Se Rodrigo Rollemberg, que diz amar Brasília, realmente despertar  até amanhã (31/12) e começar janeiro, já na próxima segunda-feira (2/1) disposto a mudar o que está dando errado, já será um grande passo para tentar reverter tanto desgaste. Mas é preciso ter vontade para mudar radicalmente o caminho, quando tudo deu errado até agora.

Torço por Brasília. Aqui nasci e aqui meus filhos nasceram. Como brasiliense nato, exijo respeito e competência de quem está no Palácio do Buriti. Seja lá quem for, porque não são eternos, nem deuses nem demônios. São apenas pessoas que têm a chance de fazer algo bom pela cidade e que precisam fazer. Ou só querem ficar nas promessas de campanha? O povo não se ilude mais com promessas. Quer resultados práticos.

Que 2017 seja um novo ano para a população do Distrito Federal. Que haja o real interesse do governo de promover mudanças com vistas à significativas melhorias. Com números tão ruins, além de denúncias, alguns secretários já passaram da hora de serem catapultados de suas cadeiras.

Afinal de contas, quem sofre as consequências das atitudes inconsequentes de secretários imbecis e arrogantes, é a população, que lhes paga o ótimo salário. É preciso que o PSB respeite Brasília e os partidos aliados.

E por fim, nobres amigos, feliz 2017 e que Deus nos dê graça, e que dê ao governador Rollemberg força para mudar, ou o Distrito Federal padecerá ainda por mais dois longos e difíceis anos, e fortalecerá adversários na corrida eleitoral de 2018.

E muito obrigado por me acompanhar aqui no Blog Donny Silva. Deus abençoe a todos vocês. Feliz Ano Novo!

 

 

Donny Silva

 

 

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