Novo conselheiro enaltece general (apoiado por Santini) que deu continuidade à desconstrução da GEAP-SAÚDE

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O general Ricardo Figueredo, Diretor-Executivo da GEAP,  se gaba de ter costas quentes, mas agora parece que entrou numa fria, com a demissão do amigo Vicente Santini, que era seu braço-direito na Casa Civil. As mudanças que Bolsonaro está fazendo, precisam ser feitas também na GEAP. Confira:

A Geap Autogestão em Saúde empossou, na quarta-feira (23/1/2020), em conformidade com o parágrafo 9° do artigo 16, do estatuto da Operadora, os novos membros do Conselho de Administração (Conad). Os conselheiros representam a União e os seus órgãos, na condição de patrocinador. A composição aconteceu durante a 66° reunião ordinária do Conad.

Tomaram posse nas condições de membros titulares do Conselho de Administração, os conselheiros Fernando Wandscheer de Moura Alves, que assumiu a presidência, Helio Cabral Sant’ana e Thiago Groszewicz Brito.

Mas o novo presidente do Conad começou errado, ao defender o diretor-presidente Ricardo Figueiredo. “A expectativa é a melhor possível. Estou muito honrado de poder fazer parte deste time, a partir de agora. O objetivo é de construção permanente, seja com a Diretoria Executiva e o seu time de diretores, seja com os conselheiros, tanto do Conad, como do Confis, no sentido de pavimentar um caminho único para os avanços que a Geap necessita. Já tivemos plenos avanços no ano de 2019, frutos de uma gestão madura e responsável do diretor-presidente, Ricardo Figueiredo. Agora, é avançar com foco final nos beneficiários, que é o que nos faz estar aqui”, completou Fernando Moura Alves. Mas que avanços?

Em 2019, havia grande expectativa para que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, ouvissem as muitas reclamações e corrigissem os rumos da GEAP. Infelizmente a mesma  continuou  na contramão dos novos tempos.

É preciso recordar que antigamente a Patronal atendia só os servidores do INSS, mais de 150 mil, das áreas de benefícios, assistência médica, arrecadação e serviço social.

Transformada em Geap, recebeu servidores de vários órgãos e, deformada, inchou e chegou a 750 mil beneficiários (vidas). Com o inchaço vieram também dirigentes corruptos (ligados ao PT e PP), gestões ineptas, desacertos e politicagem explícita que contribuíram para que a sua carteira caísse para menos de 400 mil beneficiários e esse número continua descendo a ladeira mensalmente.

Quais as razões:
1. Problemas de gestão, com má administração;
2. mecanismos de controle totalmente inadequados e ultrapassados;
3. excesso de contratos sem a devida prestação de serviços;
4. salários de dirigentes, muitos sem a devida qualificação, incompatíveis com o mercado;
5. falhas na captação de novos beneficiários;
6. aumento abusivo de contribuição decorrentes de cobrir rombos de má gestão;
7. rede ruim e em descompasso com as necessidades dos servidores;
8. serviço de atendimento aos doentes aquém do necessário;
9. utilização da Geap como “moeda de troca” nas relações com o Centrão e a “Velha Política”.
10. Manipulação da Geap pelo Executivo que não reajusta há anos a contribuição “per capita” patronal, sacrificando os servidores no financiamento;
11. Manipulação do Conselho Deliberativo Conad, com finalidades não institucionais, sem que os servidores da Geap possam inibir as fraudes e as irregularidades praticadas.

A Geap permanece com uma auditoria fiscal da ANS há anos, infindável, devendo a ANS mais de R$ 300 milhões para recomposição do rombo, sendo que o Diretor Fiscal da ANS recebe o mesmo que o Diretor-Presidente da Geap, R$ 35.000,00.

A Geap não implantou o sistema de compliance, apesar da determinação do ConadD.

A Gep tem um Conselho Deliberativo que se encontra totalmente inoperante e incompetente, que no seu papel deveria dirigir e normatizar as atividades da Direção da Geap, inclusive de nomear, indicar e demitir o diretor, no entanto o que vemos são indicações políticas sem o menor conhecimento sobre planos de saúde, tendo como composição do Conad três indicações governamentais, recaindo sobre um dos seus membros a presidência do colegiado com voto de minerva. Portanto, tudo o que o governo ou o diretor propõe é aprovado pelo voto de minerva, ficando os conselheiros eleitos pelos beneficiários sem poder decisório.

A Geap está com uma rede odontológica totalmente defasada, por rescisão abrupta com empresa terceirizada, sem a preocupação de contratação de uma nova rede para atendimento.

Conclusão: criou-se o caos sem o devido prosseguimento dos tratamento, até onde sabemos porque a tabela da Geap é menor do que a da empresa conveniada. Não somos contra a rescisão, mas o serviço precisa ter continuidade.

Recebemos , recentemente, algumas mensagens de associados, onde a Geap solicita que os mesmos indiquem profissionais para credenciamento, reconhecendo portanto a incompetência para realizar o trabalho que é da própria Geap. Também recebemos documento comunicando o encerramento das atividades e os atendimentos da política mais saúde, programas saúde da criança e do adolescente, do homem, da mulher, saúde mental, do idoso, que serão suspensos a partir de janeiro de 2020, programas esses que segundo especialistas visam o monitoramento dos beneficiários, evitando-se gastos com internações ou outros tratamentos onerosos. A revisão e o aperfeiçoamento dos mesmos é de vital importância, não a suspensão.

Está previsto o reajuste de 12% para fevereiro/2020, duas vezes acima da inflação e 100 vezes acima do bom senso. Os últimos aumentos da Geap foram 37.56%, 21%, ocasião em que a Anasps buscou uma redução desses reajustes a fim de que os seus associados não perdessem o plano por inadimplência.

Os dirigentes da Geap, parece,  não tem compromisso com os servidores civis, esquecem que o servidor não ganhou nenhum aumento e não tem previsão de reajuste para 2020, aduzido a isso o governo não reajusta o per capita.

Com prestação de serviços ruim, diminuição dos serviços odontológicos, para crianças e idosos, com supressão do home care, rede ruim e preços acima do mercado, a evasão muito grande, levará provavelmente o plano a um patamar falimentar de péssima qualidade.

Na GEAP, é preciso que se implante o sistema de compliance, que se melhore a rede de credenciados: médicos, hospitais dentre outros serviços.

Precisa de uma administração com conhecimento, expertise na área de saúde, bem como precisamos saber onde estão sendo gastas as mensalidades dos beneficiários, cuja inadimplência é zero.Os desacertos na Geap geram um clima de incerteza e desesperança entre os beneficiários, servidores públicos, que não tem condições de migrar para planos privados. Se faz necessária  a volta da antiga Patronal, sem general ou político no comando.

Conselheiros anteriores não conseguiram me responder até hoje sobre alguns questionamentos que fiz.
Durante meses recebí  inúmeras denúncias consistentes, com provas físicas inclusive, referentes às mais diversas espécies de fraudes perpetradas pelos núcleos políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) e Progressistas (PP).
É sabido que a GEAP está sob nova direção, e havia uma enorme expectativa dos beneficiários de mudanças radicais que pudessem extirpar estelionatários, operadores de políticos e diversos contratos maquiados, e outros superfaturados.
Como já afirmado,  gostaria que a GEAP demonstrasse que realmente está andando no trilhos da austeridade e  legalidade respondendo às seguintes indagações:
– Quais as consequências para os ex-diretores Artur de Castro e Luciana Rodrigues pelo esdrúxulo pagamento ao Hospital Bahia em dezembro de 2017 de mais de 10 milhões de reais, na surdina da virada do ano, por um dívida prescrita há quase uma década, com prática ilegal de anatocismo (juros sobre juros), sem qualquer guia física. E aí? A GEAP vai atrás desses valores?
– O que a Diretoria fez com todas as indicações políticas por mim denunciadas, tais quais:
Morgana, analista da GERES/PE, sobrinha do Dep. Fed. Aguinaldo Ribeiro. Cargo que este remanejado apenas para ela, já que esse cargo não existe nas Geres.
Elisa, gerente do RN, filha do ministro  Vice-Presidente do TST, Emanuel, que durante sua jornada de trabalho fazia faculdade. Depois de inúmeras denúncias foi acomodada no cargo de analista…
 – O que se fez efetivamente em relação às 4 empresas de quimioterápicos orais com licitação maquiada:
– A empresa Ampla,  de propriedade de Kennedy Braga, amigo íntimo do senador Ciro Nogueira, sogro do ex-GERES/CE Michael, marido da Bruna ex-gerente do DF, que é filha do Kennedy, que possui/u contrato de prestação de serviços KB Consultoria, assinado pela Bruna.
– Special Pharmus;
– Garantesul;
– ABC
– Monteiro… empresa do mesmo dono da empresa de UTI móvel Medlife, dono também do hospital Ana Nery e mais uma rede no Rio de Janeiro.
– Quais as medidas em relação às empresas de Home Care, todas de propriedade do João Kennedy Braga, hoje dono da Saúde Sim, e que acomodou na sua empresa os ex -advogados Leonel e Maria, os ex- diretores Luciana Rodrigues, Locimar e Jussara (ex gerente do DF) e UTI móvel.
– O que foi feito em relação ao fantástico pagamento de R$ 35 milhões para a ex-empresa odontológica Prodent, onde a GEAP estava ganhando a ação judicial, com decisão favorável, e sem qualquer fato novo, o ex-diretor Leopoldo, como o aval dessa assessoria jurídica, autorizou o pagamento sem qualquer embasamento legal.
Poderia escrever um livro com tantas denúncias que recebo contra a GEAP, com farto dossiê, já enviado para a Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal. O caso é de polícia e espero que logo seja deflagrada uma operação, tipo a da Lava Jato, na área da saúde suplementar, em especial Geap e Postal Saúde, conduzida na obscuridade pelo ex-diretor catapultado Leopoldo Jorge.
Ressalto denúncia já feitam que essa GEAP, por meio do ex-assessor de comunicação Wendell, contratado pela ex-diretora Luciana Rodrigues, tentou me comprar, ofereceu propina para que eu retirasse as mídias negativas da GEAP.
Então senhores, revelem e comprovem a probidade dessa nova gestão que terei todo o prazer em produzir mídias positivas da GEAP.
Se o general Ricardo Figueredo  fosse de fato sério, logo ao assumir teria me chamado para ver e ouvir as muitas denúncias que recebi de várias partes do Brasil contra desmandos na empresa. Ele me ignorou e acha que é maior que eu. Não é mesmo, porque estou do lado da verdade e defendo milhares de beneficiários da GEAP que não suportam mais tanto desmando e falta de gestão.
Eles podem tentar me intimidar, ameaçar e reclamar, mas não estão fazendo o dever de casa e por isso logo cairão. No primeiro ano de governo Bolsonaro, a GEAP foi uma fraude e continua omitindo e mentindo.
Coloquem alguém que conheça de verdade o funcionamento e que respeite os beneficiários. Basta de incompetência! Nem todo amigo é competente, presidente Jair Bolsonaro!
*Com informações da ANASPS e do Blog do Servidor (Correio Braziliense)

 

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