O “11 DE SETEMBRO” DE AGNELO QUEIROZ

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Com as contas no azul, o Governo do Distrito Federal fecha o balanço financeiro do primeiro semestre deste ano. Nos seis primeiros meses de gestão, a equipe do governador Agnelo Queiroz (PT) conseguiu deixar o caixa com R$ 1,2 bilhão de superávit.  Mesmo assim, a ordem é terminar 2011 com dinheiro no cofre, ao contrário das expectativas feitas na gestão anterior de que o saldo seria negativo.

Sobra dinheiro nos cofres do GDF, mas faltam:  UPAs para atender a população, transporte escolar de qualidade para estudantes, reformas de parques e calçadas, segurança pública eficiente e políticas sociais realmente ativas e não fictícias.

Agnelo comemora o fato de ter dinheiro em caixa, mas a população se sente enganada com as muitas promessas feitas em campanha e que não foram cumpridas até agora pelo governo do Novo Caminho.

Até  petistas históricos estão calados diante de tamanho desgoverno. O comércio está frio, quase parando. As obras estão em ritmo lento e o descaso do governo com a população ao nomear alguns administradores regionais despreparados e inconseqüentes, tem enfraquecido a base política de Agnelo Queiroz.

Mas como Agnelo não é candidato à reeleição, talvez esteja aí a razão de tamanho descaso com a sociedade que o elegeu. Afinal, Agnelo passou boa parte da campanha eleitoral tentando esconder fatos que agora surgem, inclusive na mídia nacional. E ele já pensa sim, em renunciar ao mandato. Será mais fácil se defender, longe do poder que lhe subiu a cabeça.

O “11 de setembro” de Agnelo Queiroz está próximo, e até o PT, mesmo que timidamente, torce para que Agnelo deixe o cenário político. Teria sido bem melhor se o candidato tivesse sido Geraldo Magela (petista de carteirinha).

Com a possível renúncia de Agnelo, prevista para setembro, certamente Brasília respirará mais  aliviada. E o PT também!

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