O DOSSIÊ DO DOSSIÊ

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Tem gente no Brasil esperando há mais de vinte anos por uma decisão da Justiça. Qualquer inventário de classe média demora de cinco a dez anos para ser desenrolado.
Aquele jornalista monstro que matou a namorada jornalista jovem não consegue ser condenado e preso pela Justiça.

Dentro desse quadro, os dois principais candidatos a presidente dão demonstração de hipocrisia, entupindo a Justiça de ações, para “denunciar” quem faz dossiê político.

Ora, senhores e senhoras, toda campanha de nível neste país faz dossiê contra seus adversários. É legítimo, embora não se use esse termo, e sim relatório ou qualquer coisa parecida.

É necessário e legal apurar se o outro candidato deve na praça, se tem casos extraconjugais escandalosos, se responde a muitos processos, se bate na mulher, etc. Todo mundo vai atrás desse tipo de informação, realidade antiga que os marqueteiros chamam hoje de “marketing viral”.

Dilma Rousseff não podia fazer dossiê (e consta que fez) quando era ministra do governo Lula e tinha acesso a informações da ABIN e de outras áreas oficiais. Na campanha, ela pode tudo – desde que não haja lei contra.

Não pode, por exemplo, grampear telefones. Nem seqüestrar. Nem usar a velha metralhadora de guerra. Mas pode investigar se a filha de José Serra teve negócios escusos.

Não pode divulgar informação falsa. E nesse caso a Justiça deve ser acionada para punir o falso denunciante por calúnia ou difamação. Mas ninguém pode chamar o relatório adversário de dossiê, apenas porque tem o que esconder.

Quem não deve não teme.

Dizem que o tucano Geraldo Alckmin, na campanha presidencial passada, não bateu no mensalão do Lula, com medo de ver na TV a sua mulher exposta, com seus 400 vestidos. Por isso o PSDB perdeu a eleição.

Campanha é ganha com a fragilidade do adversário. E todo mundo joga sujo, sem precisar apelar para atitudes criminosas.
Feio em eleição é perder.

Fonte: blog do Riella

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