O golpe e o contragolpe PT x PMDB

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Uma batalha, embora incipiente, começa a eclodir nos bastidores da política brasiliense. Está sendo travada entre os grupos do governador Agnelo Queiroz e do seu vice Tadeu Filippelli. O lado que vencer espera ficar, a título de troféu, com o diploma de governante nas eleições de 2014. Isso, claro, se não aparecer uma zebra. Ou um pássaro.

A guerra é suja. Tem por armas dossiês (que receberão mutuamente o carimbo de apócrifos) e boicotes a projetos. Para não ser golpeado, Agnelo ameaça usar a caneta e cortar a verba das áreas comandadas por Filippelli. Justamente o dinheiro, que serve para alimentar o ego do poder de quem imagina te-lo fácil.

Todo governante, quando se lança numa disputa, sabe que a partir da proclamação dos resultados a cadeira que ocupará quando da posse já está em jogo. E com Agnelo e Filippelli não tem sido diferente. Para o público externo, eles procuram mostrar uma imagem de harmonia. Mas quem acompanha o dia-a-dia dos dois gabinetes sabe que a contenda cresce a passos largos.

Filippelli tem se reunido muito com figuras expoentes do PMDB nacional. E seu projeto de poder mais amplo ganhou fôlego neste fim de semana, a partir das declarações do senador Valdir Raupp, presidente da legenda, indicando que o partido caminha para vôo solo na sucessão de Dilma Rousseff. Literalmente, Raupp pregou uma ruptura com o PT. Sugere a divisão da base, no momento oportuno, para atrair os que costumam trair.

Na ânsia pelo poder futuro, os peemedebistas, respeitada a nova cartilha preconizada por seu presidente, minarão a governabilidade a nível nacional e regional. Onde houver aliança PT-PMDB, a cizânia reinará.

Em 2014, será cada um para seu lado. Tadeu Filippelli foi avisado disso. E, consciente do que pode vir pela frente, começa a trilhar uma estrada própria. No que depender dele, o novo caminho prometido por Agnelo Queiroz será cada vez mais tortuoso, esburacado, enlameado. E isso vai ser mostrado em dossiês supostamente apócrifos.

Mas Agnelo, precavido, começa a montar seu exército. Não será maquiavélico, mas usará versos do príncipe para mostrar a Tadeu (o vice) que uma guerra declarada pode frustrar os sonhos dos dois. E o outro Tadeu, cioso, sempre com a bola na marca do pênalti, pode desferir um chute certeiro. Dois mais um, três. Mais quatro, sete. Com os três iniciais, dez. Zero à esquerda, não conta. À direita, mil.

Uma nota. Ou os gols do rei. O problema é que, na disputa do próximo novembro eleitoral, serão 45 anos. Número fatídico para os ainda aliados PT e PMDB, porque vai ter gente nova no ninho, espreitando, pronta para alçar vôo e pousar suavemente no Buriti.

Fonte: Blog José Seabra

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