O “HOMEM DA MALA”, AINDA!

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O “HOMEM DA MALA”, AINDA!

Não interessa neste momento saber se Flávio Lemos, secretário de Justiça do DF demitido pelo governador Wilson Lemos, é culpado ou não. Isso é um problema dele.

Interessa saber que a lama corrente dentro do governo do DF não se interrompe e o governo interino vê-se impotente, provisório, comprometido e minado para reagir.

Precisamos de um governo que rompa com tudo. A começar, que rompa com o famigerado Buritinga, onde um “homem da mala” acaba de ser detido (e solto) com R$ 104 mil destinados a alguma autoridade do governo.

Isso não acaba nunca, porque nada foi feito para que as coisas melhorem.

Quando o então governador Arruda, no início de 2007, instalou o governo precariamente num quartel improvisado da Polícia Militar, em Taguatinga, tinha esse objetivo maquiavélico de montar uma estrutura promíscua, desmoralizante, a favor do roubo, das “malas-pretas”, com falta de visibilidade e de transparência.

Nesses meses todos, nunca (NUNCA!) aceitei ir ao Buritinga, local que sempre chamei de arapuca. Inclusive tive oportunidade de dizer ao próprio Arruda que não aceitava a idéia de abandonar o fantástico Palácio do Buriti, para instalar o governo numa feira de boxes devassados.

Fui secretário de Estado no DF durante seis anos, de 1988 a 1994, passando por três governos e por cinco diferentes secretarias, inclusive Administração (creio que sou recordista). Entendo do que estou falando.

Há toda uma hierarquia de cargo que foi quebrada com o nojento Buritinga. Nesses três anos de governo Arruda, por motivos profissionais (e até de amizade) diversos, tive encontros com muitos secretários, mas sempre exigi que não fosse no Buritinga. Assim,