O ‘LIXO’ DO DF: GARANTIA DE BON$ RENDIMENTOS PARA ARRUDA

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Antes de tomar posse, José Roberto Arruda afirmou aos jornais que iria fazer uma revolução, uma limpeza na cidade. Com um discurso moralista e uma conduta nos bastidores do tipo ‘Hitleriano’, assim que assumiu o cargo correu atrás do lixo de Brasília. Renovou emergencial -que ja havia sido renovado pela ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – com o mesmo grupo e depois colocou duas empresas com extensos laços de “amizade” e “consideração” com o DEM nacional, principalmente no Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Passei a buscar informações sobre a quadrilha que se instalou no Buritinga e dei notícias, dicas, mostrando o rumo que algumas investigações deveriam ser feitas. Estou de alma lavada. Não há nada pior do que você nascer numa cidade, vê-la crescer, e conhecedor de tudo e de todos, assistir homenagens prestadas à homens que ficaram ricos e poderosos através de mandatos que foram usados como mecanismos de enriquecimento ilícito. Veja, por exemplo, o diálogo entre Durval Barbosa e o ex-secretário da Casa Civil Geraldo Maciel sobre o contrato milionário do Lixo:

DURVAL BARBOSA: “Um dia desses ele fuçou aqui no lixo. Ele já tem uma parte do lixo, que é o lixo hospitalar. Aí ele quer câmera no lixo, monitoramento no lixo. Aí ele veio aqui e você precisa ver que constrangimento, o pessoal do Paraná aí… que ganhou, que tá ganhando a coisa, né, a licitação, e ele forçando a barra”, relata Barbosa a Maciel. “É uma forma de extorsão”, diz. Diante da pressão de Prudente, Geraldo Maciel combina com Barbosa em franquear a participação do parlamentar na licitação das câmeras de segurança, mas avisa que o deputado será excluído do “comando” da licitação. Segundo Maciel, um parceiro do grupo, chamado apenas de Rodrigo nas gravações e ainda não identificado pela polícia, montaria o edital, etapa necessária para dar legitimidade e aparência de legalidade ao processo, e levaria o contrato. A presidente da BELACAP, Fátima Có, enfrentou grandes pressões e só fez o que Arruda e Lamoglia mandaram. O MP por muitas vezes cobrou do GDF uma atitude para a realização da licitação do Lixo. Na verdade, a turma de Arruda ganhou muito dinheiro com os emergenciais nestes últimos 3 anos, e estavam montando um processo para saber a quem dariam o contrato bilionário – e lógico – com a participação do grupo arrudista. Seria o negócio do milênio. Seria bom investigar a tal empresa do Paraná, que segundo Durval, “estaria ganhando a licitação…”. A licitação do Lixo do Distrito Federal precisa ser investigada. A podridão maior está lá. Se quebrar o sigilo telefônico de integrantes do DEM, a coisa vai cheirar mal.

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