O PAU QUE BATEU EM CHICO, NÃO BATEU EM AGNELO

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Em matéria de ontem domingo(29/05) o Jornal de Brasília revelou um suposto esquema lavagem de dinheiro envolvendo a empresa M Brasil que segundo o jornal, contribuiu com R$ 600 mil reais para campanhas eleitorais.
Chico Vigilante teria recebido R$ 100 mil reais. Em nota, o deputado responde àquele vespertino atacando. Leia abaixo.

Oi, Sombra!

Há poucos dias, fui informado por amigos, alguns deles funcionários do próprio Jornal de Brasília, que o jornal teria montado uma força-tarefa para levantar dossiês com o objetivo de subsidiar matérias que seriam publicadas contra minha pessoa. Nunca duvidei. Afinal, conheço o Diretor-Superintendente do Jornal de Brasília, senhor Marcos Lombardi, e sei que dele não se pode esperar nada diferente. A matéria de capa publicada na edição de hoje, domingo (29), com informações caluniosas e equivocadas a meu respeito, é a confirmação disso.

De acordo com as informações que recebi, esses dossiês seriam uma forma de retaliação pelo fato de eu ter apresentado na Câmara Legislativa o Projeto de Lei Complementar nº 1/2011 que permite a instalação de postos de abastecimento nos em estacionamentos de supermercados, shopping centers e similares.

Como é sabido, o senhor Marcos Lombardi é proprietário da rede de postos Gasoline e seria um dos grandes prejudicados com a entrada em funcionamento de postos operados por grandes redes varejistas.

Desde 2003, com a CPI dos Combustíveis na Câmara Legislativa, da qual fui relator, venho empreendendo uma guerra contra o cartel dos combustíveis do DF do qual o senhor Marcos Lombardi faz parte e se beneficia, perpetrando crimes contra a economia popular. A existência do cartel já foi confirmada por diversas vezes por órgãos do governo federal como a Secretaria de Direito Econômico (SDE) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) ambos do Ministério da Justiça e,mais recentemente, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelo próprio Ministro da Justiça.

O senhor Marcos Lombardi é considerado um dos empresários mais inescrupulosos da cidade e o seu patrimônio foi erguido principalmente pela corrupção e ameaças a agentes públicos e políticos. Prova disso é que quase toda sua rede de postos (a Gasoline) foi construída em áreas destinadas a outras atividades que depois foram transformadas em áreas para postos por meio de projetos de leis encomendados a deputados na Câmara Legislativa. Posteriormente, todas essas leis foram consideradas inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça (TJ) e, apesar disso, os postos continuam em operação.

Essa é a forma de agir do senhor Marcos Lombardi, aqueles que não pode comprar, ele os ameaça com seu jornal. Essa é concepção que este senhor tem sobre a liberdade de imprensa, um instrumento a serviço de seus negócios.

Ainda que partidas de um diário de pequena circulação, pouca expressividade e de credibilidade duvidosa, repudio todas as denúncias que classifico de caluniosas. Ao contrário do que afirma a matéria, nunca fui procurado pela equipe do Jornal para esclarecer qualquer fato e afirmo que minhas contas de campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e estão à disposição de qualquer pessoa no site do Tribunal.

Por fim, informo que não abrirei mão das minhas convicções, em especial da oposição ao cartel de combustíveis, e que ingressarei na justiça contra o Jornal de Brasília e os responsáveis pela matéria para repor a verdade dos fatos.


Deputado CHICO VIGILANTE (PT)


Brasília, 29 de maio de 2011

O que Jornal de Brasília deixou de publicar, é que o Governador do DF Sr. Agnelo dos Santos Queiroz Filho também recebeu contribuição da mesma empresa, só que o valor foi de R$ 300 mil reais conforme consta em sua  prestação de contas junto ao TSE. Veja abaixo.

Fonte: Blog do Sombra

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