Omissa, CLDF presenteou ex-secretário de Transportes com cargo na ADASA

0
42

vazquezO ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez Filho está bem enrolado. O Ministério Público do Distrito Federal denunciou Vazquez e outras cinco pessoas envolvidas na licitação que renovou a frota de ônibus da capital em 2011. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão fraude à competitividade da licitação, advocacia administrativa em licitações e usurpação da função pública.

 

Segundo o MP, durante a investigação, apurou-se que o advogado  da Marechal, Sacha Reck, contou com a participação de gestores públicos e atuou na elaboração do edital da concorrência, com a fixação de todos os parâmetros necessários para atender aos benefícios de sua clientela. Sacha contou com o auxílio do ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez Filho, do ex-coordenador da Unidade de Gerenciamento do Programa de Transportes Urbanos José Augusto Pinto Júnior e do então presidente da Comissão Especial de Licitação, Galeno Monte.

A investigação criminal comprovou, ainda, a advocacia administrativa na licitação, em que os denunciados Sacha Reck, José Walter Vazquez Filho, José Augusto Pinto Júnior e Galeno Monte, patrocinaram direta e indiretamente, interesse privado. Os quatro ainda vão responder por usurpação de função pública qualificada.

No finalzinho do  governo de Agnelo Queiroz (PT),  Vazquez ganhou de presente, com o apoio de influentes distritais na Câmara Legislativa, importante cargo na ADASA, que posteriormente virou cabide de emprego para parlamentares.

Os distritais não deram importância às várias denúncias envolvendo Vazquez neste Blog e no Jornal de Brasília. Ignoraram fatos e agora engolem seco o apoio que deram ao cidadão.

Em dezembro de 2014, os deputados Alírio Neto (PEN), Celina Leão, Eliana Pedrosa (PPS), Liliane Roriz (PRTB), Patrício (PT),  Paulo Roriz (PP) e Washington Mesquita  também se ausentaram da votação.

R$ 45 mil mensais por cinco anos

Antes da votação, o então distrital Paulo Roriz  questionou o nome de Vazquez para o cargo, sugerindo que o PMDB teria alguma intenção por trás.  Vazquez é amigo e já foi chefe de gabinete do vice-governador Tadeu Filippelli, presidente do PMDB-DF.

“Como é que se vota um projeto aqui, com o caos que Brasília está?”, questionou, garantindo que não votaria a indicação — cuja remuneração, segundo ele, é de R$ 45 mil e o mandato de cinco anos.  “Não podemos fazer desta Casa um quintal do  Buriti”, disse.

A resposta veio do distrital Wellington Luiz (PMDB), que ressaltou o “currículo invejável” do secretário. “Não tem nada por trás disso”, garantiu. De fato, o tempo é o senhor da razão.

Quem estava indicado para o cargo era Washington Mesquita, que perdeu a reeleição, e foi atropelado pelo grupo de Vazquez, considerado muito, mas muito forte mesmo, principalmente nos bastidores. Tá explicado…

Resta saber se agora a CLDF tomará alguma atitude no intuito de anular a indicação de Vazquez para a ADASA  após a comprovação de denúncias contra o ex-secretário.

 

 

 

Fonte: Donny Silva/Com informações do Jornal de Brasília

 

 

 

 

 

Fonte: Donny Silva

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui