Onde estão os 24 condenados por causa do mensalão

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ONDE ESTÃO OS CONDENADOS DO MENSALÃO
O ex-ministro José Dirceu é o quinto condenado no mensalão a conseguir a progressão de regime para cumprir a pena em casa. Dirceu saiu do Complexo da Papuda na última terça-feira.

Além dele, outros quatro condenados no processo já conseguiram a progressão: José Genoino, ex-presidente do PT, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL e o Bispo Rodrigues, ex-deputado federal pelo PR.

Dos 24 condenados devido a o mensalão, sete cumprem pena em regime fechado e outros sete estão no semiaberto (quando o preso pode trabalhar).

Quatro dos condenados tiveram suas penas convertidas em medidas alternativas, como pagamento de salários mínimos. E há ainda um foragido – o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que fugiu para a Itália.

Veja a seguir qual é a situação de cada um dos condenados no mensalão.

JOSÉ DIRCEU, EX-MINISTRO DA CASA CIVIL
Situação: Cumpre pena em regime aberto, em casa.
Crimes: Corrupção ativa.
Condenação: 7 anos e 11 meses de prisão, mais R$ 971.128,92 mil em multa.
Mais informações: Dirceu cumpriu 11 meses e 20 dias de sua pena em regime semiaberto.

JOSÉ GENOINO, EX-PRESIDENTE DO PT
Situação: Cumpre pena em casa desde agosto, após ter ficado um sexto do tempo preso.
Crime: Corrupção.
Condenação: 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto.
Mais informações: O ex-deputado do PT José Genoino foi liberado em agosto deste ano pela justiça do Distrito Federal para cumprir pena em prisão domiciliar, após ficar um sexto do tempo na prisão. A defesa de Genoino chegou a pedir o benefício ao STF em junho, justificando que o petista estava doente, mas o pedido foi negado.

DELÚBIO SOARES, , EX-TESOUREIRO DO PT
Situação: Cumpre pena em casa desde setembro
Crime: Corrupção
Condenação: 6 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto e multa de R$ 466.888,90.
Mais informações: No dia 30 de setembro, Delúbio recebeu autorização para cumprir o restante de sua condenação em casa, após cumprir um sexto da pena.

JOÃO PAULO CUNHA, EX-DEPUTADO FEDERAL (PT-SP)
Situação: Cumpre pena em regime semiaberto; seu advogado entrou ontem com pedido de prisão domiciliar.
Crimes: Corrupção e peculato.
Condenação: 6 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto e multa de R$ 373.500.
Mais informações: O ex-deputado aguarda agora decisão do STF sobre seu pedido de progressão de regime. Cunha já cumpriu 9 meses no semiaberto e teve outros 115 dias descontados por trabalhar. Cada três dias de serviço descontam um de prisão. A progressão de regime é permitida após cumprimento de um sexto da pena, para quem tem bom comportamento.

MARCOS VALÉRIO, EMPRESÁRIO E PUBLICITÁRIO
Situação: Preso em regime fechado em Minas Gerais.
Crimes: Corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato.
Condenação: 37 anos, 5 meses e 6 dias em regime fechado, mais multa de R$ 4.446.384,39.
Mais informações: Considerado o operador do mensalão do PT, Valério está preso em Minas Gerais. O publicitário também foi condenado em ações do mensalão tucano; sua defesa entrou com apelação no processo. No mês passado, o empresário foi condenado ainda a pagar, junto com seus ex-sócios, R$ 4 milhões ao Banco do Brasil e ao fundo Visanet. De acordo com a decisão, Valério e seu grupo recorreram à Justiça “por má-fé” ao tentar cobrar pelo pagamento de serviços de publicidade não prestados.

CRISTIANO PAZ, PUBLICITÁRIO, EX-SÓCIO DE MARCOS VALÉRIO
Situação: Preso no presídio da Papuda, em Brasília.
Crimes: Corrupção, lavagem de dinheiro e peculato.
Condenação: 23 anos, 8 meses e 20 dias de prisão em regime fechado, além de multa de R$ 2.655.222,04.
Mais informações: Assim como Marcos Valério, Paz também foi condenado no mensalão tucano e ainda deverá pagar, junto com seus ex-sócios da DNA Propaganda, R$ 4 milhões ao Banco do Brasil e ao fundo Visanet. De acordo com a decisão, o grupo recorreu à Justiça “por má-fé” ao tentar cobrar pelo pagamento de serviços de publicidade não prestados.

RAMON HOLLERBACH, PUBLICITÁRIO, EX-SÓCIO DE MARCOS VALÉRIO
Situação: Preso no presídio da Papuda, em Brasília.
Crimes: Corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato.
Condenação: 27 anos, 4 meses e 20 dias de prisão em regime fechado, mais multa de R$ 3.966.446,88.
Mais informações: Assim como Marcos Valério, Paz também foi condenado no mensalão tucano e ainda deverá pagar, junto com seus ex-sócios da DNA Propaganda, R$ 4 milhões ao Banco do Brasil e ao fundo Visanet. De acordo com a decisão, o grupo recorreu à Justiça “por má-fé” ao tentar cobrar pelo pagamento de serviços de publicidade não prestados.

HENRIQUE PIZZOLATO, EX-DIRETOR DO BANCO DO BRASIL
Situação: O ex-diretor fugiu para a Itália. A justiça italiana negou pedido de extradição feito pelo Brasil.
Crimes: Lavagem de dinheiro, peculato e corrupção passiva
Condenação: 12 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, mais multa de R$ 1,272 milhão.
Mais informações: Pizzolato fugiu para a Itália em setembro e foi preso lá por uso de documento falso. Ele aguardou na prisão até a decisão sobre sua extradição, e agora está solto. O governo brasileiro disse que vai recorrer da decisão italiana. Ao sair da cadeia, Pizzolato disse que sua condenação foi “injusta” e que o Banco do Brasil não encontrou irregularidades em seu trabalho. Agora, a Polícia Federal concluiu uma investigação que aponta crimes de falsidade ideológica cometidos pelo ex-diretor do banco. Segundo a PF, ele teria usado documentos do irmão, morto em 1978.

ROGÉRIO TOLENTINO, ADVOGADO E EX-SÓCIO DE MARCOS VALÉRIO
Situação: Cumpre pena em regime semiaberto em Minas Gerais.
Crimes: Corrupção e lavagem de dinheiro.
Condenação: 6 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, mais multa de R$ 404 mil.

SIMONE VASCONCELOS, EX-GERENTE DA SMP&B
Situação: Cumpre pena em regime fechado em Minas Gerais.
Crimes: Corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Condenação: 12 anos, 7 meses e 20 dias de prisão em regime fechado, mais multa de R$ 787.754.
Mais informações: Simone foi transferida para Minas Gerais para ficar mais próxima da família. Seu advogado questiona o tamanho da pena da ex-gerente, que foi condenada a mais tempo do que José Dirceu.

VINÍCIUS SAMARANE, EX-VICE-PRESIDENTE DO BANCO RURAL
Situação: Cumpre pena em regime fechado em Minas Gerais.
Crimes: Gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
Condenação: 8 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, mais multa (sem correção) de R$ R$ 552 mil.

JOSÉ ROBERTO SALGADO, EX-DIRETOR DO BANCO RURAL
Situação: Cumpre pena em regime fechado em Minas Gerais.
Crimes: Lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta.
Condenação: 14 anos e 5 meses de prisão em regime fechado, mais multa (sem correção) de R$ 926.400.
Mais informações: Teve sua pena reduzida após ser absolvido do crime de formação de quadrilha.

KÁTIA RABELLO, EX-PRESIDENTE DO BANCO RURAL
Situação: Cumpre pena em regime fechado em Minas Gerais.
Crimes: Lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta.
Condenação: 14 anos e 5 meses de prisão em regime fechado, mais multa de R$ 3,16 milhões.
Mais informações: Teve sua pena reduzida após ser absolvida do crime de formação de quadrilha.

ROBERTO JEFFERSON, DEPUTADO CASSADO (PTB-RJ)
Situação: Cumpre pena em regime semiaberto no Rio de Janeiro.
Crimes: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenação: 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto, mais multa (sem correção) de R$ 689 mil.
Mais informações: Em agosto, o STF negou pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-deputado. O petebista também foi proibido de falar com a imprensa e de dar declarações sobre política. A decisão veio após Jefferson falar ao jornal Folha de S.Paulo.

VALDEMAR COSTA NETO, EX-DEPUTADO FEDERAL (PR-SP)
Situação: Cumpre pena em regime semiaberto em Brasília.
Crimes: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenação: 7 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto, mais multa de R$ 1.668.784, 81.
Mais informações: A defesa do ex-deputado entrou no último dia 22 com pedido para que Neto cumpra o restante de sua pena em casa. O STF ainda não decidiu sobre o tema.

JACINTO LAMAS, EX-TESOUREIRO DO PL
Situação: Cumpre pena em casa desde agosto, após ter ficado um sexto do tempo no semiaberto.
Crimes: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenação: 5 anos de prisão em regime semiaberto, mais multa (sem correção) de R$ 240 mil.
Mais informações: Lamas foi absolvido do crime de formação de quadrilha.

PEDRO CORRÊA, DEPUTADO CASSADO (PP-PE)
Situação: Cumpre pena em regime semiaberto em Pernambuco.
Crimes: Lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Condenação: 7 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, mais multa de R$ 1,08 milhão.

JOSÉ BORBA, EX-DEPUTADO FEDERAL (PMDB-PR)
Situação: Não chegou a ser preso.
Crimes: Corrupção passiva.
Condenação: 2 anos e 6 meses de prisão, convertidos em pena alternativa, mais multa (sem correção) de R$ 360 mil.

Mais informações: A pena do ex-deputado foi convertida no pagamento de 300 salários mínimos, dinheiro destinado a entidade sem fins lucrativos. Borba também perdeu os direitos políticos. Em fevereiro, o ex-deputado foi chamado a prestar esclarecimentos devido à suspeita de fraude no pagamento da pena alternativa.

ROMEU QUEIROZ, EX-DEPUTADO FEDERAL (PTB-MG)
Situação: Cumpre pena em regime semiaberto em Minas Gerais.
Crimes: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenação: 6 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto, mais multa (sem correção) de R$ 729 mil.
Mais informações: Romeu Queiroz chegou a trabalhar em sua própria empresa durante o cumprimento da pena, mas teve a autorização revogada pelo STF.

CARLOS ALBERTO RODRIGUES (BISPO RODRIGUES), EX-DEPUTADO (PR-RJ)
Situação: Cumpre pena em casa desde setembro.
Crimes: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenação: 6 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, mais multa de R$ 1.057.072,56

ENIVALDO QUADRADO, EX-SÓCIO DA CORRETORA BÔNUS-BANVAL
Situação: Não chegou a ser preso.
Crimes: Lavagem de dinheiro.
Condenação: 3 anos e 6 meses em regime aberto, convertidos em pena alternativa, mais multa (sem correção) de R$ 26.400.
Mais informações: A pena de Quadrado foi convertida em prestação de serviços à comunidade durante o mesmo prazo em que estaria preso, três anos e seis meses.

BRENO FISCHBERG, EX-SÓCIO DA BÔNUS-BANVAL
Situação: Não chegou a ser preso.
Crimes: Lavagem de dinheiro.
Condenação: 3 anos e 6 meses em regime aberto, convertidos em pena alternativa, mais multa de R$ 528 mil.
Mais informações: A pena de Fischberg foi convertida em pagamento de multa no valor de 300 salários mínimos e prestação de serviços à comunidade.

EMERSON PALMIERI, EX-TESOUREIRO DO PTB
Situação: Não chegou a ser preso.
Crimes: Lavagem de dinheiro.
Condenação: 4 anos de prisão convertidos em pena alternativa, mais multa (sem correção) de R$ 240 mil.
Mais informações: A prisão foi convertida em pagamento de 150 salários mínimos, divididos em 48 meses, para compra de alimentos ou outros suprimentos a entidade assistencial. O ex-secretário do PTB também está proibido de exercer cargo público por quatro anos.

PEDRO HENRY, EX-DEPUTADO FEDERAL (PP-MT)
Situação: cumpre pena em regime semiaberto
Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenação: 7 anos e 2 meses de prisão mais R$ 888 mil em multa.
Mais informações: Pedro Henry cumpre pena atualmente em regime semiaberto, mas foi autorizado pela Vara de Execuções Penais de Cuiabá a cumprir o resto da condenação em prisão domiciliar a partir de dezembro, quando terá completado um sexto da pena.

 

 

 

Fonte: MSN Notícias

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