OPERAÇÃO PODIUM REVELA OUTRO ESCÂNDALO

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    AMAZONAS
    Chefe da Casa Civil flagrado pedindo propina, diz Veja

    Do Diário do Amazonas

    O chefe da Casa Civil do Amazonas e coordenador da campanha eleitoral da coligação Avança Amazonas, Raul Zaidan, foi flagrado pela Polícia Federal (PF) pedindo propina de R$ 200 mil à empreiteira Marquise, para liberar uma licença ambiental para construir um aterro sanitário, em Manaus.

    As informações foram publicada na revista Veja, que começou a circular em Manaus neste domingo. A gravação, segundo a revista, foi feita por acaso, na investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro no Ceará. A reportagem, com o título “O Lava a Jato Cearense”, mostra que a PF descobriu, na Operação Podium, que a Federação de Automobilismo do Ceará (FAC) recebia dinheiro sujo de sonegação e propina paga a políticos corruptos como patrocínio, e depois devolvia aos supostos doadores.

    Nelson Piquet e seu filho Nelsinho apareceram nas investigações. Entre aqueles que seriam beneficiados estão cinco secretários do governo cearense de Cid Gomes (PSB), além de Zaidan. Nelson Piquet admitiu que usou a FCA para mandar dinheiro ao seu filho Nelsinho. Xandy Negrão e Diego Nunes, pilotos da Stock Car, também usaram o expediente.

    Segundo a revista, Nelson Piquet enviou R$ 2,7 milhões à FCA entre 2005 e 2008, e a entidade lhe devolveu R$ 500 mil. Outros R$ 5,2 milhões foram enviados para a conta no exterior de Nelsinho. “Fiz assim porque tenho boas relações com os cearenses”, declarou Nelson à Veja.

    A PF descobriu o esquema porque a Receita Federal desconfiou do alto montante movimentado pela FCA. Entre 2004 e 2008, cerca de R$ 51 milhões circularam pela entidade. O valor é cinco vezes maior que o da federação paulista, a maior do país.

    Esse valor é referente apenas ao que a FCA declarou ao fisco, e, segundo as investigações, R$ 25,7 milhões desse montante foram depositados pela empreiteira Marquise, acusada de irregularidades na construção do Estádio Castelão, em Fortaleza. Outras empresas como a Carioca, EIT e Newland contribuíram com outros R$ 25,3 milhões.

    Zaidan diz que é um absurdo

    Raul Zaidan negou que tivesse conversado com diretores da empresa. “Isso é um absurdo. Não conheço ninguém desta empresa. Não estou sabendo de nada. Impossível”, declarou.

    Ele alegou que a Casa Civil não possui atribuição para conceder licenças ambientais. “A Casa Civil não concede licenças ambientais. Não existe isso e tenho certeza de que há alguma coisa errada. Não conheço esses empresários, não tive nenhum contato com eles”, justificou. 

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