OPINIÃO A soberba precedeu a queda de Doyle

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heliodoyle:criseHélio Doyle não resistiu e caiu pelo excesso de centralização e soberba. Caiu por ter mudado o discurso e principalmente por ter mantido dentro das entranhas do novo governo, velhos conhecidos petistas que haviam colaborado indiretamente  para o pífio desempenho do governo de Agnelo Queiroz (PT).

Doyle caiu porque durante a campanha  amava os blogs, a denominada ‘mídia alternativa’,  que muito ajudou na vitória de Rodrigo Rollemberg na corrida ao Buriti. Entretanto, após assumir o governo com superpoderes, passou a ataca-los sistematicamente.

Ele caiu porque achou que poderia impor regras e submissões aos deputados distritais, eleitos  e reais representantes da população. Doyle caiu porque atendeu principalmente aos muitos amigos que colocou no GDF, em detrimento aos partidos e políticos. Errou também quando centralizou a publicidade oficial em suas mãos; errou também quando emitiu opinião e informações em nome do governador, sendo desmentido posteriormente em alguns casos pelo próprio Rollemberg.

Doyle caiu porque montou, desde a transição, um governo particular dentro do governo de Rollemberg. Caiu porque parece nunca ter aprendido lições semelhantes quando ocupou cargos nos governos de Cristovam Buarque e Joaquim Roriz.

Durante o anúncio de sua saída do governo, Hélio Doyle reclamou dos blogs e dos políticos. A recíproca também é verdadeira. Todos reclamavam dele no governo e fora dele, principalmente nas redes sociais. Que o diga a presidente da Câmara Legislativa do DF, deputada Celina Leão, que reclamava do comportamento do então supersecretário, fato que a fez deixar a base aliada do governo.

O ex-governador Agnelo Queiroz disse certa vez que errou ao não ler e dar ouvidos aos blogs. Doyle cometeu o mesmo erro. Pena que o governador Rodrigo Rollemberg insista no erro, ao colocar um tecnocrata na Casa Civil, sem ouvir a Câmara Legislativa e outros seguimentos da sociedade.

Rollemberg poderia ter colocado o deputado Rodrigo Delmasso, político habilidoso e visionário, no lugar de Doyle. Ou ainda: o governador poderia ter optado  pelo presidente do PSB-DF, Marcos Dantas, atual secretário de Relações Institucionais.

Rollemberg perdeu a grande chance de dar uma virada política nesse momento. Seu governo continuará a patinar até que ele entenda de uma vez por todas que não se governa sozinho, nem com técnicos. A história política do DF prova o que digo.

Torço pelo governo de Rodrigo Rollemberg, porque o DF já sofreu o bastante nas mãos de Arruda e Agnelo. Mas é preciso que o governador reaprenda a ouvir as pessoas certas e não aqueles oportunistas de plantão.

Com a saída de Doyle, o governo do PSB ganha certo alívio, mas ainda insiste em pecar ao não ouvir. Pode esquecer a reeleição se continuar assim.

E para terminar, como já disse anteriormente, os mandatos passam, o poder acaba mas os blogs permanecem. E não são os blogs que produzem notícias negativas. São os políticos e ocupantes de cargos no governo que tem em mãos a chance de fazer um bom ou um péssimo trabalho.

As consequências, na era digital, são implacáveis para os incompetentes, preguiçosos ou arrogantes.

 

 

 

Fonte: Donny Silva

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