OPINIÃO – É tempo de Bolsonaro ouvir e se reinventar, caso queira salvar o Brasil e terminar o mandato

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Brazil's President Jair Bolsonaro reacts during a signing ceremony of a presidential decree providing federal organisations with free of charge publications by National Press, in Brasilia, Brazil September 30, 2019. REUTERS/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro já derrapou demais até aqui. As principais crises políticas que ocorreram em 2019 e agora, foram geradas a partir da língua do presidente, que não consegue se conter e ouve conselhos de pessoas que definitivamente não vivem a realidade das ruas (assim como os ministros do STF e os presidentes da Câmara e do Senado).

No pronunciamento feito ontem à noite ao povo brasileiro, o presidente de novo falou verdades mas não soube usar as palavras corretamente, abrindo espaço para dúvidas e acusações por parte de adversários e inimigos quase ocultos.

O presidente deveria ouvir pessoas que conhecem a linguagem política, que tenham experiência em crises. Afinal de contas, Bolsonaro passou boa parte da vida no legislativo, sem passar por grandes conflitos em que tivesse de decidir algo. Seu perfil nunca foi de executivo.

Ao invés de ouvir os filhos, que até aqui só criaram problemas para o governo federal, Bolsonaro deveria ouvir pessoas tarimbadas, como por exemplo, o ministro Sérgio Moro, o advogado Felipe Belmonte, o vice-presidente Mourão, o jornalista Alexandre Garcia, entre outros.

E já afirmei aqui que o principal problema do governo de Jair Bolsonaro é a comunicação. Ele agora é presidente mas se comporta como se ainda estivesse em campanha eleitoral e comunicação oficial continua derrapando.

Lembro que o PT e Lula não queriam que o publicitário Duda Mendonça fizesse a campanha presidencial de Lula. Entretanto, outros militantes queriam sim a contratação de Duda, que havia trabalhado para Fernando Henrique Cardoso, vencedor na disputa com Lula.

Finalmente Lula aceitou e Duda elencou as providências que o candidato deveria tomar imediatamente caso quisesse se tornar presidente. Daí surgiu o “Lula paz e amor”, que ganhou a eleição, se reelegeu, elegeu a sucessora e ainda a reelegeu. Tá na hora de Bolsonaro se reinventar para governar.

Bolsonaro precisa aprender a ouvir.  E ouvir as pessoas certas. Já está no segundo ano de governo que ainda não tem marca. Apenas crises políticas e com a imprensa.

Acorda, Bolsonaro! Ou os deliquentes esquerdistas voltarão ao poder em breve graças ao seu egocentrismo.

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