PARA ROSSO, NÃO HÁ ROMBO, MAS CONTINGENCIAMENTO

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Rombo de R$ 800 milhões, segundo Rosso, não passa de contingenciamento

Natasha Dal Molin

natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br

O governador Rogério Rosso (PMDB) fez ontem a segunda reunião com o secretariado para tratar da transição de governo. O encontro foi no Palácio do Buriti e reuniu novamente cerca de 80 pessoas entre secretários de governo, administradores e presidentes de órgãos governamentais. O enfoque da reunião foi a questão do planejamento e orçamento do GDF, que possui um deficit de cerca de R$ 800 milhões – conforme o Jornal de Brasília mostrou, com exclusividade, no final do mês passado (veja acima as reproduções das páginas).

O secretário de Fazenda, André Clemente, destacou que não se trata de um rombo no orçamento do DF, mas um “contingenciamento”. “A eficiência da receita permite que a gente faça isso”, afirmou, acrescentando que a atual gestão irá se esforçar ao máximo para passar o GDF sem dívidas para o governador eleito Agnelo Queiroz. “Mas a execução é burocrática. Não basta pagar a dívida. É preciso saber se ela está pronta para ser paga, se foi aprovada”, explicou.

O governador minimizou a questão do deficit de R$ 800 milhões. “Essa previsão existia desde o dia em que nós entramos no governo. Contingenciamento é medida responsável de defesa, feita para que sejam priorizados os gastos essenciais”, afirmou. Rosso disse ainda que tal contingenciamento pode ser avaliado como uma das causas do baixo índice de desemprego no DF. “É o menor índice que já tivemos na história do DF”, destacou.

Rosso também destacou que a liberação do contingenciamento é feita de acordo com a receita e que ele faz parte do esforço para que entreguem o governo com as contas a pagar zeradas, sem dívidas, para a próxima gestão.

Sem novos programas

No encontro de ontem, a orientação de Rosso foi para que não sejam criados novos programas de governo e para dar continuidade aos que já existem. “Toda e qualquer decisão do GDF que vá impactar no orçamento de 2011 será tratada em conjunto com o novo governo”, afirmou o governador em coletiva depois da reunião, que durou cerca de duas horas.

Leia mais na edição desta sexta-feira (05) do Jornal de Brasília

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