Partido busca presidente que possa trazer unidade

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Atual presidente, deputado Roberto Policarpo busca a reeleição. Outros oito candidatos estão na disputa. Inscrições encerram-se no dia 12 e as eleições acontecem em novembro

  LEA QUEIROZ
cqueiroz@jornalcoletivo.com.br
  Redação Jornal da Comunidade

 

Presidente do PT no DF, Roberto Policarpo é deputado federal e candidato à reeleição. Alguns petistas defendem que o comandante da legenda não tenha mandatoFoto: DivulgaçãoPresidente do PT no DF, Roberto Policarpo é deputado federal e candidato à reeleição. Alguns petistas defendem que o comandante da legenda não tenha mandato

Pelo menos nove nomes estão colocados como potenciais candidatos a disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal nas eleições regionais que acontecem em novembro. As inscrições de candidaturas encerram-se no dia 12, mas o discurso entre as lideranças das diversas tendências, que se reuniram na sexta-feira (2), é o de buscar um nome de consenso que traga unidade à legenda. Uma reunião entre as tendências do partido está marcada para a sexta-feira (9), quando o quadro de candidatura deverá estar mais definido. 
Roberto Policarpo (atual presidente do PT no DF), Arlete Sampaio, Érika Kokay, Marcelo Pires, Dirsomar Chaves, Jacira Silva, Rosemeire Rodrigues, Benoni Covatti e Geraldo Magela estão apresentados como possibilidades das diversas tendências.
Policarpo é o candidato do Movimento Militância Viva (MMV). “O meu nome claro que entra no debate com as demais forças do partido. A gente teve essa reunião com todas as forças e acho que o mais importante que um nome é a gente discutir um programa do partido para que a gente possa ter uma unidade realmente na ação”, comentou.
Ele afirmou que a prioridade é discutir um programa de execução do partido que possa garantir essa unidade. “Garantindo a unidade no programa se não houver concordância no nome a gente vai para o processo de eleições diretas e vê o posicionamento dos filiados. É importante que o partido neste momento saia unido independentemente do nome que vá ganhar”, argumentou.
“Muito mais importante do que nomes é o resgate das nossas bandeiras, das bandeiras que são do Partido dos Trabalhadores como a ética e a transparência e que o PT não pode deixar que outros se apropriem. O governo passa e o que fica é a causa”, opinou o deputado distrital Chico Leite.
O distrital Chico Vigilante defende a tese de que o presidente ou a presidente do PT não deveria se candidatar em 2014 porque assim poderia se dedicar exclusivamente a coordenar a campanha para a reeleição do governador Agnelo e da presidente Dilma Rousseff em Brasília.
Em relação aos desafios colocados ao partido, Vigilante apontou que é preciso fazer um trabalho de aproximação da juventude com o PT. “A direção do partido deve ter a capacidade de mostrar para a cidade as transformações que o governo do PT está fazendo nacionalmente e em Brasília, que é uma coisa que o partido não tem feito. O governo do Agnelo é muito melhor do que parece. Tem feito e não tem mostrado, então o partido tem que ajudar no sentido de mostrar as realizações do governo”, analisou o distrital. “Precisamos também de uma maior integração com o movimento sindical, afinal de contas o movimento sindical e os sindicalistas sempre foram a essência do Partido dos Trabalhadores”, observou.
Embora esteja apoiando o nome da deputada federal Érika Kokay, Vigilante defende que em cima de todos os nomes apresentados se chegue a um nome de consenso. “Não é bom que tenha disputa interna, pois isso só vai desgastar o PT e vai dificultar o processo de unidade para as eleições de 2014. Se começar na briga interna, mostrando as vísceras para a sociedade, isso não interessa para ninguém, muito menos para o Partido dos Trabalhadores”, avaliou.
Até pouco tempo cotado como possível candidato, o coordenador da Coordenadoria de Cidades do DF, Francisco Machado (o Chico Machado) retirou seu nome da lista de prováveis candidatos para apoiar a deputada distrital Arlete Sampaio.
Machado participou do encontro com as lideranças do partido para discutir as candidaturas e afirma o propósito comum entre as tendências de se construir um programa unitário agregando as tendências e forças políticas do PT.
Para Machado, entre os grandes desafios que estão colocados para a atual conjuntura do PT está garantir a reeleição do governador Agnelo e da presidente Dilma. Outro desafio seria trabalhar uma direção que seja capaz de fazer com que todas as instâncias do partido funcionem regularmente com seus diretórios regionais, zonais, setoriais e núcleos. “Então a direção do partido tem que ser capaz de articular com o conjunto do partido para que essas instâncias voltem a ter funcionamento regular. Também outro grande desafio que acho que se coloca aí é que sejamos capaz de encaminhar o próprio programa estratégico do PT já aprovado em congressos anteriores”, comentou Machado.
Para o petista que hoje é o titular da Coordenadoria das Cidades, o PT precisa resgatar sua relação com os movimentos sociais.
O Movimento PT, tendência da qual faz parte o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Geraldo Magela, colocou seis nomes para a discussão de possível candidatura à presidência do PT no DF, entre eles o do próprio Magela. Além do secretário, estão à disposição para conversa Marcelo Pires, Dirsomar Chaves, Jacira Silva, Rosemeire Rodrigues e Benoni Covatti.
Para Magela, o ideal é que a pessoa que esteja na presidência do partido tenha a capacidade de aglutinar e representar a legenda todo e não ser um presidente de uma única tendência. “Se essa pessoa não for candidata nas eleições de 2014 é melhor porque essa pessoa poderá ter dedicação integral à coordenação de reeleição do governador Agnelo, agora eu na acho que isso tenha que ser condição ou uma exigência porque senão se elimina uma série da pessoas e não acho que o fato de a pessoa ser candidata seja impeditiva para ela ser presidente”, ponderou Magela.
Ele reforça que o presidente deve ser uma pessoa que saiba representar o conjunto das tendências do partido e tenha, entre outras características, a capacidade de diálogo e de conciliação, além do que não deve colocar os interesses pessoais ou políticos acima dos interesses do partido.
“Nós somos da tendência Movimento PT. A nossa tendência está apresentando seis nomes para a discussão e nós achamos que outras tendências também têm excelentes nomes”, comentou. Ele afirmou ainda que até o fim das inscrições, em 12 de agosto, haverá tempo para muito diálogo sobre isso.
Perguntada sobre a possível candidatura, a deputada Arlete Sampaio disse que não vai falar sobre o assunto porque considera que nada ainda está definido.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (dados de março de 2013), o diretório regional do PT possui cerca de 60 mil filiados.

Fonte: Jornal da Comunidade

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